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Festa na Floresta / Soprano

Festa na floresta…

Enquanto houver sol, eu estarei vivo!

Já dizia um passarinho em canto alegre na janela do meu quarto.

Toda manhã ele vinha piar e bater no vidro o bico.

Levanta dorminhoco!

Vê! O dia nasceu,

a alvorada já faz tempo,

clareou o azul do céu!

Haviam núvens mas o vento

já retirou celeste véu.

E o incessante assobio

entrava agudo pelas frestas.

No mesmo instante fez seu pio

levanto logo e vi, há festa!

Estavam todos convidados,

presentes, reunidos.

As flores coloridas com seus perfumes e vestidos.

As aves e as formigas, jogando charme pros amigos.

Não faltava um ser só na celebração da vida.

O tamandua e a onça, enchiam sua barriga.

O coral de tucanos,

sabias e pelicanos.

Foi legal ver que a turma, se encontrou sem fazer planos.

Tinha do baixo ao tenor, contralto e soprano.

Os macacos um tanto loucos só sabiam dar rizada.

Mesmo quando cai coco e racha cuca é algazarra.

No telhado vinham poucas mas todas barulhentas,

aracuã dá o sinal: vem vindo nuvem de tormenta…

…e deságua…

corre e voa, rasteja e salta!

Todos buscam abrigo, sempre há toca na mata!

Alguns não se importam com a chuva de verão.

Eu agradeço a benção que regou a plantação.

…e acordava…

de mais um sonho,

mas vé que tudo é real,

vê o sabia risonho,

voar no azul celestial,

gosto de ver,

onde tem,

o bem,

não cabe o mal.

Soprano

Na madrugada o quieto silêncio leva o frio para dentro.

O tudo é nada, o rapido é lento.

Após alvorada, o sol com raios, eu esquento

O lodo não há sem agua, o fogo não há sem vento.

E se aquieta a vida.

Em casa de palha e barro

no monte, da fonte à calha verte para dentro do jarro,

de cima pra baixo, nos pés tocam cascalhos.

Com sua sola grossa,

não há espinho que possa.

Pedriscos ou rochedo,

pelo toque eu percebo.

Vidros em cacos, não me dão medo.

No chão caminha, em terra ou pedra,

sabe o são da linha, pisa e não erra.

O bem tão bom do andar sobre a relva

A grama o pasto,

da lama eu gosto,

a chama eu gasto.

La vai veloz cavalo com seu casco,

quem sabe um dia nós vamos no encalço.

Lá em baixo vê-se infinito oceano,

com o mar e ondas líquidas, o rochedo vai quebrando.

É seixo que desfaz, sempre na foz, ano após ano.

Um dia irá areia tornar, o granito que foi plano…

Ouço! Vem bela voz do canto moço de soprano.

                             

Poemas: Ras Carlinhos. Fotos: Bia Boratto na Comunidade Intencional Aldeia.
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