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Reinações de Narizinho

Reinações de Narizinho é um livro infantil de autoria de Monteiro Lobato (1931). É o livro que serve de propulsor à série que seria protagonizada no Sítio do Picapau Amarelo.
Apresenta os personagens de grande sucesso: Emília, a boneca que fala, Pedrinho e Narizinho, as crianças que partem nas aventuras, o Visconde de Sabugosa, o sabugo de milho que é um sábio, Dona Benta, Tia Nastácia, o Marquês de Rabicó e outros.
O livro é composto de várias pequenas histórias, previamente publicadas, compostas em capítulos. Algumas histórias são plenamente originais, enquanto outras histórias são interessantes combinações utilizando histórias e personagens já conhecidos, como a visita dos personagens do Mundo das Maravilhas, incluindo as princesas Branca de Neve e Cinderela e Aladim. (Fonte: Wikipédia, a Enciclopédia Livre)

O ano era 1993, eu estava na 5a série e estudava na PRIMA Escola, montessoriana. Como filosofia da escola, não havia obrigação de leitura, mas nossas professoras nos incentivavam a cultivar o hábito de ler, realizando visitas freqüentes à biblioteca.
Foi numa destas visitas que me deparei com aquela bela coleção de livros do Monteiro Lobato. Eram 15 volumes em capa dura com todas as histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo. Quando eu era menor, assistia a série que passava na TV Cultura, mas aqueles eram tempos tão remotos que a minha memória mal alcançava. Só foi o suficiente para instigar minha curiosidade…. resolvi pegar “As Reinações de Narizinho”, primeiro da série. Posso afirmar com orgulho que, ao preencher a ficha de leitura do livro, constatei que era o primeiro a retirá-lo da escola, possivelmente o primeiro a folhear a brochura, descolando as páginas recém impressas, com cheirinho de novas..
Foi uma revolução para mim, em vários aspectos. Na época eu não era um leitor assíduo, tinha apenas 12 anos. Aquele livro tinha uma linguagem muito complicada, eu só havia lido obras infanto-juvenis modernas e com vocabulário simplificado. Mas a minha vontade de desvendar o maravilhoso mundo que se descortinava à minha frente era maior. Nem aquelas grossas sobrancelhas de um homem com nome de lobo foram suficientes para me afastar da preciosidade que caíra em minhas mãos.
Acho que a paixão pela leitura surgiu logo na primeira história. Se bem me lembro, era ambientada no fundo do rio do sítio. A boneca Emília caia dentro do rio, ou era roubada por um peixe, não tenho certeza porque nunca mais reli o livro. Mas ainda hoje consigo evocar a sensação de estar submerso, um pouco ressabiado e me sentindo sufocado pela falta de oxigênio. As imagens da aventura fantástica de Emília e Narizinho ao reino submarino ficaram para sempre gravadas em minha memória.
Depois de devorar os 15 volumes da biblioteca da escola, não parei mais de ler… até hoje! Costumo ler muito, todos os dias, e perco a conta de quantos livros eu leio por ano. A qualidade das minhas leituras também é resultado dessa iniciação, pois a linguagem complexa de Monteiro Lobato fez com que eu me esforçasse para compreender seu vocabulário rico, e seu estilo inconfundível moldou meu gosto por obras de qualidade. Marcas que carrego com orgulho pelo resto de minha vida. E que definiram a pessoa que sou hoje.
Só tenho agradecimentos a Monteiro Lobato, na minha opinião o melhor autor de histórias infanto-juvenis do mundo lusófono.

10 Responses to “Reinações de Narizinho”


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