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Futebol é o ópio do povo?

Chico Buarque em amistoso da campanha de Lula para presidente(Imagem: Paulo Siqueira)

Em 1989, aconteceu na Vila Belmiro uma partida de futebol inusitada: um amistoso com um objetivo político explícito, de promover candidatura de Luis Inácio Lula da Silva à presidência da república do Brasil.

Já a Copa do Mundo é um evento completamente diferente. É uma competição de cunho político e econômico, mas estes fatos são obscurecidos por uma névoa circense de “maior espetáculo do planeta”.

Die Religion … Sie ist das Opium des Volkes
Religião é o ópio do povo
(Karl Marx, 1844)

 

“É este o fundamento da crítica irreligiosa: o homem faz a religião, a religião não faz o homem. E a religião é de fato a autoconsciência e o sentimento de si do homem, que ou não se encontrou ainda ou voltou a se perder. Mas o Homem não é um ser abstrato, acocorado fora do mundo. O homem é o mundo do homem, o Estado, a sociedade. Este Estado e esta sociedade produzem a religião, uma consciência invertida do mundo, porque eles são um mundo invertido. A religião é a teoria geral deste mundo, o seu resumo enciclopédico, a sua lógica em forma popular, o seu point d’honneur espiritualista, o seu entusiasmo, a sua sanção moral, o seu complemento solene, a sua base geral de consolação e de justificação. É a realização fantástica da essência humana, porque a essência humana não possui verdadeira realidade. Por conseguinte, a luta contra a religião é, indiretamente, a luta contra aquele mundo cujo aroma espiritual é a religião.

A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. A religião é o ópio do povo.

A abolição da religião enquanto felicidade ilusória dos homens é a exigência da sua felicidade real. O apelo para que abandonem as ilusões a respeito da sua condição é o apelo para abandonarem uma condição que precisa de ilusões. A crítica da religião é, pois, o germe da crítica do vale de lágrimas, do qual a religião é a auréola.

A crítica arrancou as flores imaginárias dos grilhões, não para que o homem os suporte sem fantasias ou consolo, mas para que lance fora os grilhões e a flor viva brote. A crítica da religião liberta o homem da ilusão, de modo que pense, atue e configure a sua realidade como homem que perdeu as ilusões e reconquistou a razão, a fim de que ele gire em torno de si mesmo e, assim, em volta do seu verdadeiro sol. A religião é apenas o sol ilusório que gira em volta do homem enquanto ele não circula em tomo de si mesmo.

Consequentemente, a tarefa da história, depois que o outro mundo da verdade se desvaneceu, é estabelecer a verdade deste mundo. A tarefa imediatada da filosofia, que está a serviço da história, é desmascarar a auto-alienação humana nas suas formas não sagradas, agora que ela foi desmascarada na sua forma sagrada. A crítica do céu transforma-se deste modo em crítica da terra, a crítica da religião em crítica do direito, e a crítica da teologia em crítica da política”

(Karl Marx, Crítica da filosofia do direito de Hegel, 1844).

Futebol é legal de jogar. Também aprecio o futebol arte, aquele futebol moleque de várzea. Mas o espetáculo da Copa do Mundo é uma grande lavagem de dinheiro.  Quem mais investe em futebol são grupos como a máfia, os bicheiros, os traficantes, empresas corruptas e governos populistas. Tudo sob supervisão da máfia mór do Brasil e do mundo: as grandes companhias midiáticas, que querem ter certeza que estão conseguindo emburrecer seu público.

Enquanto o povo burro fica vendo futebol e novela, os cartéis empresariais que decidem os rumos do planeta estão se aproveitando. Assistir, comentar e discutir futebol alimenta o poder daqueles que estão atras das cortinas manipulando o mundo.

Mas além de uma ferramenta de emburrecimento global, futebol é também uma das novas religiões fundamentalistas que divide a humanidade, provoca discórdia e nos afasta  de nossa verdadeira essência: Somos Todos UM!

Fronteiras são ilusões. O planeta não tem fronteiras. A raça humana é uma grande fraternidade. Todos os seres vivos estão interligados. Há uma interdependência planetária que rege todos nós. Gaia, nossa Mãe Terra, chora por seus filhos que vivem na ignorância do egoismo e acreditam estar isolados e solitários nesta existência. Não temos mais tempo para separação, precisamos nos unir!

UM SÓ AMOR!
UM SÓ CORAÇÃO!
UM SÓ DESTINO!

Uma I-rmandade.

8 Responses to “Futebol é o ópio do povo?”


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