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A polarização e o risco da desumanização, por Daniel Bellissimo

Coxinhas e mortadelas se amandoSOMOS VERDE, AMARELO, AZUL, BRANCO, VERMELHO E TODAS AS DEMAIS CORES

Há infinitos tons de verde e amarelo, bem como de vermelho, no nosso Brasil.

A espiritualidade maior recomenda, nesse momento de polarização forte por parte de muitos, a cautela necessária para se estabelecer um olhar ampliado.

O RISCO DA DESUMANIZAÇÃO:

A desumanização de um grupo começa com sua estigmatização – “os petralhas”; “os comunistas”; “os esquerdopatas da universidade”; “os bandidos”; “os coxinhas”; “os bolsominions”; “os fascistas”.

Todos assistimos episódios na história de desumanização de grupos e conhecemos o risco de violência e exclusão provocado por ela.

RECORDEMOS: somos todos humanos e brasileiros.

Imperfeitos. Sonhadores. Em alguns momentos agressivos, em outros amorosos. Por vezes preconceituosos, por vezes tolerantes. Em algumas ocasiões concordamos, em muitas outras discordamos sobre quais caminhos seguir.

Pode ficar tudo bem mesmo assim: esse conflito não precisa ser destrutivo, pode se tornar construtivo.

Precisamos humanizar nosso olhar para gerarmos uma convivência mais harmônica.

EXEMPLOS:
A maior parte do MST é constituída por agricultores e agricultoras valorosos, que produzem comida orgânica para nossas casas e nossas escolas, onde antes eram terras improdutivas. Podem sim, existir alguns grupos mais radicais ou aproveitadores dentre os seus.

Há muitos petistas humanos, éticos e inteligentíssimos. Sabemos sim, que existiram aqueles que se corromperam.

A grandíssima maioria dos professores quer formar alunos críticos, que saibam formar suas opiniões com autonomia. Claro que há um ou outro que deseja doutriná-los.

Há muitos entusiastas do Bolsonaro amorosos e sonhadores com um país melhor para todos. Claro que também há aqueles que em boa parte do tempo são agressivos e preconceituosos.

Conhecemos vários empresários solidários, sustentáveis e respeitosos. Claro que existem os mais egoístas e exploradores.

E mesmo todos esses, que se perderam na maior parte de suas ações, paradoxalmente podem ter atitudes humanas e valorosas em alguns momentos, ou até mudar suas posturas diárias.

Que possamos aprender a conviver.

E que possamos aprender mais pelo amor, do que pela dor.

Que tenhamos a coragem de conhecer melhor o diferente, em suas várias nuances, para compreendê-lo.

Que possamos desenvolver a tolerância, para aceitar as visões e opiniões distintas das nossas e, quem sabe, aprender com elas.

Que possamos nos re-conhecer como humanos – imperfeitos, contraditórios, complexos e, ao mesmo tempo, maravilhosos.

E que possamos juntos lutar com muita resiliência e esperança contra quaisquer tentativas de aniquilar nossas diferenças.

Ninguém precisa ir embora do país e muito menos se calar.

Nem precisamos concordar o tempo todo.
Só precisamos aprender a conviver.

Isso é democracia e sim, ela está em jogo e não é de agora.

Não por conta de um presidente, mas por conta do nosso coletivo, que ainda não aprendeu a dialogar, negociar e conviver em meio às diferenças.

Texto: Daniel Bellissimo – Instituto Teroá
Foto: Gustavo Oliveira – Agência Democratize

Ter uma visão empática é essencial para que ecovilas, e organizações em geral, sejam capazes de fazer gestão de conflitos.

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