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Mano Caetano X Mano Lobão: uma treta de grandes músicas!

Caetano Veloso e Lobão: entre tapas e beijos

Mano Caetano Veloso e Mano Lobão: entre tapas e beijos

“Amado Caetano: Chega de verdade
Viva alguns enganos
Viva o samba, meio troncho,
Meio já cambaleando
A bossa já não é tão nova
Como pensam os americanos”
(Lobão)

O cenário cultural brasileiro é fértil, não apenas em criatividade e inovação, mas também na propagação de picuinhas, rivalidades e debates debochados.

Este artigo tenta rastrear os principais acontecimentos da briguinha de egos de Caetano Veloso contra Lobão (herdeiro de um desafeto antigo de Caetano, o finado Raul Seixas, que Deus o tenha).

Antecedentes: Raul Seixas X Bossa Nova

Tudo começou (ou não) com as espetadas de Raulzito, baiano e roqueiro, que sempre foi discriminado pelos seus conterrâneos da “cool-bossa-nova”. No álbum de 1978 “O Dia em Que a Terra Parou”, Raul Seixas lançou a música “TAPANACARA” que conta como foi tratado por Caretano Velhoso e sua turma.

Raul Seixas – TAPANACARA
Urucubaca, mandinga
Ataca, mexe e me xinga
Esquenta e racha a moringa
Até que o leite azedou
Bochecha inchada na raça
Araçá, coentro e cachaça
O berimbau tem cabaça
E um som que é “deep in my soul”
Randolph scott que era um cowboy retado
Tipo touro sentado
Mugiu e levantou
O tapa na cara
Que eu levei de odara
Odara, menina
Que era filha de nara
Que era neta, prima-dona de raul

Menino danado
Lá, si, dó rebocado

Procure que você vai entender

Em TAPANACARA, Raul desabafa que levou “um tapa na cara de ODARA”. ODARA é uma música de Caetano Veloso lançada na mesma época. Essa mágoa do Maluco Beleza remeta à década de 1960, quando a primeira banda de Raul Seixas, Raulzito e Seus Panteras, frequentava o Cine Roma, da juventude roqueira da Bahia, enquanto Caetano, Gilberto Gil e cia. eram do Teatro Vila Velha, quartel general dos seguidores patriotas e nacionalistas de João Gilberto e sua bossa nova… era uma turma que não permitia influências da música americana na música brasileira.

Por ironia do destino (ou uma grande sacada de marketing), mais tarde os mesmos artistas que rechaçavam o uso de guitarras fariam justamente isso no movimento da TROPICÁLIA, misturando a música brasileira com os sons distorcidos da cultura norte-americana (e seriam vaiados por isso).

Em 1989, Raul Seixas gravou seu último álbum. Bêbado, estragado e mal parando em pé, Raulzito foi amparado por seu amigo-fã, Marcelo Nova, da banda Camisa de Vênus.

Intitulado “A Panela do Diabo”, o disco foi lançado um dia após sua morte aos 44 anos, em 21 de agosto de 1989. Neste album, Raul deixou uma música-testamento, que resume bem a trajetória do artista e do Rock brasileiro, além de reforçar seu desafeto à turma do Teatro Vila Velha:

Raul Seixas e Marcelo Nova – Rock’n’Roll

Há muito tempo atrás na velha Bahia
Eu imitava Little Richard e me contorcia
as pessoas se afastavam pensando
que eu tava tendo um ataque de epilepsia (de epilepsia)

No teatro Vila Velha, velho
conceito de moral
Bosta Nova pra universitário,
gente fina, intelectual
Oxalá, oxum dendê oxossi de não sei o quê (de não sei o quê)

Oh, rock’n’roll, yeah, yeah, yeah,
that’s rock’n’roll

A carruagem foi andando e uma década depois
Nego dizia que indecência era o mesmo
Feijão com arroz
Eu não podia aparecer na televisão
Pois minha banda era nome de palavrão (nome de palavrão)

E lá dentro do camarim no maior abafamento
A mulherada se chegando
altos pratos pratos suculentos
E do meu lado um hippie punk
Me chamando de traidor do movimento
(vê se eu aguento)

(Traidor do movimento)

Oh, rock’n’roll, yeah, yeah, yeah,
that’s rock’n’roll

Alguns dizem que ele é chato
Outros dizem que é banal
Já o colocam em propaganda
fundo de comercial
Mas o bicho ainda entorta minha coluna cervical (coluna cervical)

Já dizia o eclesiastes
Há dois mil atrás
Debaixo do sol não há nada novo
Não seja bobo meu rapaz
Mas nunca vi Beethoven fazer
Aquilo que Chuck Berry faz
(Chuck Berry faz)

Roll over Beethoven, roll over Beethoven,
Roll over Beethoven, tell,
Tchaikovsky the news

E pra terminar com esse papo
Eu só queria dizer
Que não importa o sotaque
e sim o jeito de fazer
Pois há muito percebi que
Genival Lacerda tem a ver
com Elvis e com Jerry Lee (Elvis e Jerry Lee)

Por aí os sinos dobram,
isso não é tão ruim
Pois se são sinos da morte
ainda não bateram para mim
E até chegar a minha hora eu vou com ele até o fim
(com ele até o fim)

Oh, Rock’n’roll, yeah, yeah, yeah,
that’s rock’n’roll

 

Lobão X Caetano Veloso: Primeiro Round

A treta entre Lobão e Caetano começou (ou continuou) no ano 2000, quando Caetano Veloso lançou a música “Rock n’ Raul” no album “Noites do Norte”, que além de crucificar o lendário “toca Raul” Seixas, chutando cachorro morto, dava uma espetada em Lobão (que já criticava Caetano em algumas entrevistas da época). A canção era assim:

Caetano Veloso – Rock n’ Raul
Quando eu passei por aqui
A minha luta foi exibir
Uma vontade fela-da-puta
De ser americano

(E hoje olha os mano)

De ficar só no Arkansas
Esbórnia na Califórnia
Dias ruins em New Orleans
O grande mago em Chicago

Ter um rancho de éter no Texas
Uma plantation de maconha no Wyoming
Nada de axé, Dodô e Curuzu
A verdadeira Bahia é o Rio Grande do Sul

Rock’n’me
Rock’n’you
Rock’n’roll
Rock’n’Raul

Hoje qualquer zé-mané
Qualquer caetano
Pode dizer
Que na Bahia
Meu Krig-Ha Bandolo
É puro ouro de tolo

(E o Lobo Bolo)

Mas minha alegria
Minha ironia
É bem maior do que essa porcaria

Ter um rancho de éter no Texas
Uma plantation de maconha no Wyoming
Nada de axé, Dodô e Curuzu
A verdadeira Bahia é o Rio Grande do Sul

Rock’n’me
Rock’n’you
Rock’n’roll
Rock’n’Raul

Pois é, bastou essa leve cutucada (“E o Lobo Bolo”) pro Lobão se enfurecer e lançar a música “Para Mano Caetano”, no album “Lobão 2001: Uma Odisséia no Universo Paralelo”, disco ao vivo gravado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro lançado em versão CD e DVD nas bancas.

Confira a letra (não tem clipe no You Tube porque o Lobão é undergound).

Update em 08/04/11: agora tem video dessa música no Youtube! Acho que o Lobão não é mais tão udigrudi assim!

Lobão – Para Mano Caetano
O que fazer do ouro ­de-tolo
Quando um doce bardo brada à toda a brida,
Em velas pandas, suas esquisitas rimas?
Geografia de verdades, Guanabaras postiças
Saudades banguelas, tropicais preguiças?

A boca cheia de dentes
De um implacável sorriso
Morre a cada instante
Que devora a voz do morto, e com isso,
Ressuscita vampira, sem o menor aviso

A voz do morto que não presta depoimento
Perpetua seu silêncio de esquecimento
Na lápide pós ­ moderna do eterno desalento:

E é o Raul, é o Jackson, é o povo brasileiro
É o hip hop, a entropia, entropicália do pandeiro
Do passado e do futuro, sem presente nem devir

É o puteiro que os canalhas
Não conseguem habitar mas cafetinam
É a beleza de veludo
Que o sub-mundo tem pra dar mas os canalhas subestimam

E regurgitando territórios-corrimões
De um rebolado agonizante
Resta o glamour fim-de-festa-ACM
De um império do Medo carnavalizante

Será que a hora é essa?
A boca cheia de dentes vaticina:
Não pros mano, Não pras mina
Sim pro meu umbigo, meu abrigo
Minhas tetas profanadas
Santo Amaro doce amaro, vacas purificadas

Amaro bárbaro, Dândi-dendê
Minhas narinas ao relento
Cumulando de bundões que, por anos acalento
Estes sim, um monte de zé ­ mané
Que sob minha égide se transformam em gênios
Sem quê nem porquê

Sobrancelho Victor Mature
Delineando barravento
Eu,americano? não. Baiano.
Soy lobo por ti Hollywood
Quem puder me desnature
Sob o sol de Copacabana

E eu soy lobo-bolo? lobo-bolo
Tipo, pra rimar com ouro-de-tolo?
Oh, Narciso Peixe Ornamental!
Tease me, tease me outra vez
Ou em banto baiano
Ou em português de Portugal
Se quiser, até mesmo em americano
De Natal

Isso é língua!
Língua é festa!
Que um involuntário da fátria
Com certeza me empresta

Numa canção de exílio manifesta
Aquele banzo baiano
Meu amado Caetano
Me ensinando a falar inglês
London, London
E verdades, que eu, Lobón contesto
Como empolgado aprendiz
Enviando esta aresta
A quem tanto me disse e diz:

Amado Caetano: Chega de verdade
Viva alguns enganos
Viva o samba, meio troncho,
Meio já cambaleando
A bossa já não é tão nova
Como pensam os americanos
A tropicália será sempre o nosso
Sargeant Pepper pós baiano
O Roque errou, você sabe,
Digo isso sem engano

E eu sei que vou te amar, seja lá como for, portanto
Um beijo no seu lado super bacana
Uma borracha no dark side-macbeth-ACM, por enquanto
Ah! já ia me esquecendo! lembranças do ariano
Lupicínias saudações aqui do mano,
Esta bala perdida que te fala, rapá! Te amo, te amo

Genial! Irônico, sarcástico e direto… puro Lobão!

Uma verdade tijolada nos cornos divulgada em grandes jornais antes mesmo de ser lançada. A réplica surtiu efeito e a polêmica ganhou maiores proporções após um episódio no qual os dois gravavam entrevistas para o Programa do Jô.

Foi quando se levantou a hipótese de o debate ser resolvido em entrevista-dupla para as “Páginas Negras” da revista Trip, que acabou publicada na edição nº 91 – na verdade um importante direito de resposta concedido a Caetano Veloso, principalmente numa época em que lhe estava sendo imputada uma conivência a ACM.

Nas páginas da revista, os leitores da Trip se depararam com um jogo de retórica muito interessante entre o grande lobo, inimigo nº 1 das majors, e o leãozinho-mor da música popular brasileira. Lobão comenta o episódio:

“Foi excelente, foi muito simpático da parte dele comparecer e ter que ouvir aquela carraspana toda – mesmo porque aquela música é um esporro! Achei muito bonitinho o Caetano vir à cena conversar comigo. Foi bacana da parte dele! Mas o esporro que eu queria dar nele já está naquela letra – está ali impresso, na alma, no DNA. E é isso o que importa, o resto é firula (rindo)!

Então achei que seria muito interessante ele estar ali do meu lado, primeiramente para mostrar que eu não sou nenhum bicho-papão que vai dar porrada ou qualquer coisa parecida. Mostrei que posso conversar com uma pessoa à qual sou totalmente antagônico e que essas coisas dão às pessoas um farto material para reflexão. E acho que isso é o mais importante, até porque ficar somente de picuinha é uma tremenda besteira…

É muito mais inteligente, e mais interessante, esse jogo de esgrima, do que ficarmos maldizendo-nos um ao outro pelos quatro cantos! E foi o que aconteceu: falei que não gostava, não concordava e tudo isso está escrito lá. Foi um embate de idéias, cada um defendendo a sua posição”.

Caetano Veloso ficou quieto por algum tempo, mas no ano de 2008 lançou a sua resposta, a música “Lobão tem razão”:

Caetano Veloso – Lobão tem razão
Lobão tem razão
irmão meu Lobão
chega de verdade
é o que a mulher diz
tou tão infeliz
um crucificado deitado ao lado
os nervos tremem no chão do quarto
por onde o sêmen se espalhou

o mundo acabou
mas elas virão
e nos salvarão
a ambos nós dois
o medo já foi
o homem é o próprio Lobão do homem
ela só vem quando os mortos somem
ela que quase nos matou

chove devagar
sobre o Redentor
se ela me chamar
agora
eu vou

mais vale um Lobão
do que um leão
meto um sincerão
e nada se dá
o rock acertou
quando você tocou com sua banda
e tamborim na escola de samba
e falou mal do seu amor

chove devagar
cobre o Redentor
se ela me chamar
agora
eu vou

O Lobão não deixou por menos, e numa entrevista ao Jornal do Brasil, mandou bala em João Gilberto, o ídolo de Caretano Veloso e fuzilou “Gilberto Gil e eu, eu e Gilberto Gil“, alma gêmea do Caretano:

JB: O João Gilberto, que gravou sua música ‘Me chama’, vai tocar no Rio…

Lobão: Na verdade ele assassinou a música, né? Cortou até o “nem sempre se vê lágrimas no escuro”, porque não entendeu. Tem que dessacralizar esse cara e essa coisa da bossa nova, que não passa de uma punheta que se toca de pau mole. Não tem ninguém que o João Gilberto tenha chamado mais para ir na casa dele do que eu. E eu nunca fui.

JB: Mas você não gosta de bossa nova?

Lobão: Bossa nova é uma língua morta, assim como essas bandas de choro e samba que existem hoje, que ficam tocando naquele lugar sujo que é a Lapa. Tem que parar com essa coisa de ficar lambendo o saco de universotário marxista branquelo, essa coisa loser manos, petista, que virou maioria no Brasil. Porque o Brasil é o país da culpa católica, um país em que se valorizam as pessoas feias.

JB:E o Gilberto Gil? O que você achou da saída dele do ministério?

Lobão: O Gil, cara… isso vem, para mim, antes de ele ser ministro. Ele é falso, vem com aquele discursinho de “a rebimboca da parafuseta” e não fala coisa com coisa. E ficam as pessoas falando “Nossa, você viu como ele é culto, como fala bem?”. O Gil não fala nada, enrola todo mundo.

A tréplica de Caretano veio em um vídeo postado em seu blog “Obra em Progresso” :

Vamos chamar a Maria Bethânia pra puxar a orelha do Caretano! Isso não se faz!!

Claro que Lobão não ficou calado:

CULT – Caetano Veloso entrou no palco para a gravação do CD e DVD Obra em Progresso, na noite de 19 de agosto, terça-feira, na zona Sul do Rio de Janeiro. Anunciou o nome da música “Lobão tem razão”, que compôs em sua homenagem e exibiu a capa do caderno B, do Jornal do Brasil, com a manchete “Estou de saco cheio da Zona Sul do Rio” pinçada de uma entrevista sua concedida ao jornal. Não tem medo de gerar idiossincrasia com o carioca?

Lobão – Não. O carioca conhece meu idioma porque falamos a mesma língua. Eu sou carioca , freqüentei áreas do Rio que ninguém imagina. Não disse, como pensa Caetano, que a Lapa é suja. Um dia passei e vi um cadáver e duas cadeiras em cima de uma poça de sangue e isso me deixou arrasado. Carioca me entende .
CULT – O que achou do gesto do Caetano?
Lobão – Gosto da democracia, do exercício da liberdade de expressão. Caetano exibiu na abertura do show dele a página do jornal com minha entrevista. Falou do meu comportamento aos seus convidados. Mas Caetano é um bom homem, um bom baiano. A coisa triste foi a forma pouco ética da edição da entrevista que concedi ao Jornal do Brasil. Entre várias coisas, expliquei que, como carioca, é muito triste ver a minha cidade do jeito que está. Ora bolas, eu sou carioca e estou falando da minha cidade. Fiquei surpreso com a atitude do Caetano que nem sequer questionou o teor da entrevista, logo ele, que já foi tão editado na vida.
CULT – Caetano reproduziu um trecho da entrevista em que você reclama de João Gilberto ter cortado o verso “nem sempre se vê /lágrimas no escuro” de sua música “Me Chama”, gravada por ele, e disse que você se enganou, porque o verso que João cortou foi “nem sempre se vê mágica no absurdo “.
Lobão – Caetano acha que estou caduco e que não conheço a minha própria música e suas gravações. Logo ele, que já sofreu na pele  tantas injustiças. Caetano, agora, acredita em Papai Noel? Eu fiquei muito orgulhoso quando João Gilberto gravou “Me Chama”, fiquei embevecido, evidente. João Gilberto é ótimo, não tenho nada contra ele. O que sou contra é a sacralização que o Brasil faz das pessoas, esse culto que fazem à bossa nova. Quero olhar pra frente. Quando dizem que o passado foi melhor é uma violência, existem coisas excelentes no presente e temos futuro, vamos olhar pra ele. É assustador o Caetano discutir com seu público os tópicos da minha entrevista sem antes checar comigo, podia ter ligado pra mim pra esclarecer as coisas. Ele atrelou a sua estréia a esse happenning… jogou pedra na Geny. Acreditou no que leu, nem pensou na possibilidade de equívocos na matéria. Caetano já foi vítima de edições, mas agora acredita em tudo que lê.
CULT – Gostou da letra de “Lobão tem razão” ?

 

Lobão – Vou convidar o Caetano para participar do meu programa na MTV. Ele sabe usar a semântica, mesmo quando é sucinto. Fiz uma música para ele em 2001 e ele responde em 2008. Amo e detesto o Caetano. Um sentimento ambíguo, mas fui influenciado por ele e não nego a minha história.
CULT- Está tudo bem com você?
Lobão – Tudo muito bem. Nada pode deter uma pessoa feliz.

 

Caetano X Lobão: Round 99, Fight!

Atualização em 08/04/2011

Depois do escândalo do blog de R$1,3 milhões que Maria Bethânia aprovou no Ministério da Cultura sob a égide da Lei Rouanet (a famigerada lei do mecenato brasileiro), Caetano Veloso deu mais um xilique em defesa da família, da tradição e da propriedade privada.

Em sua coluna semanal no porta-voz da ditadura semanário carioca O Globo, Caetano choramingou ao falar que não existe a “máfia do dendê”, que supostamente seria comandada por Caretano Velhoso, Gilberto e Flora Gil e que governaria os rumos da cultura no país.

De quebra, o filósofo dos Trópicos, compositor de trilhas sonoras para novelas das oito e ex-artista revolucionário questionou a autoria da auto-biografia de Lobão “50 anos a mil” (na lista de bestsellers brasileiros há diversas semanas) afirmando que quem havia escrito a obra era “um tal Tognolli”.

Segundo Caetano Veloso, não é qualquer cantor de rádio que é capaz de escrever uma “Verdade Tropical” (livro de autoria de Caetano Veloso que conta as meias-verdades dele sobre a Tropicália Brasileira e que não teve metade do sucesso da auto-biografia de Lobão).

A polêmica foi tanta que o site do O Globo retirou os comentários. Lobão se defendeu no Twitter, afirmando:

Cláudio Julio Tognolli (o “tal Tognolli” mencionado por Caetano) também se defendeu da acusação em sua coluna no Brasil 247. Recomendo a leitura do artigo, que ainda explica o que seria essa máfia do dendê.

E aí, como será que a treta vai acabar?

Sangue, suor e lágrimas… como disse um dia Tom Zé, “Todo compositor brasileiro é um complexado”.

Abraços
Gabi Dread

*Publicado originalmente em 12 de Janeiro de 2009. Republicado e revisado em 08 de Abril de 2011, quando diversas informações foram acrescentadas ou corrigidas. Os comentários do artigo foram mantidos.

*Referências: CliqueMusic,  Blog do Caetano Veloso, Jornal do Brasil, Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick e Revista Cult.

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Eles, por Caetano Veloso. São todos felizes durante o Natal.

Em volta da mesa, longe do quintal. A vida começa no ponto final. Eles têm certeza do bem e do mal, falam com franqueza do bem e do mal. Crêem na existência do bem e do mal, o porão da América, o bem e o mal. Só dizem o que dizem, o bem e o mal. Alegres ou tristes, são todos felizes durante o Natal. Leia o artigo completo: Eles, por Caetano Veloso. São todos felizes durante o Natal

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