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Empowerment: uma abordagem crítica

Tropa de Choque
Empowerment – uma abordagem crítica

Empowerment, em português, significa “dar poder a”. No entanto, no contexto da Teoria das Organizações, empowerment é mais uma “tecnologia”, “modelo”, “técnica” ou até mesmo “modismo” da prática administrativa, recentemente muito popular nos círculos gerenciais.

Deve-se atentar para o fato de que empowerment, assim como outras “tecnologias revolucionárias” e “tendências” administrativas, podem ser (e geralmente são) instrumentos de controle, maneiras de legitimar o papel central das organizações econômicas na vida de seus funcionários.

“Política Congitiva (…) consiste no uso consciente ou inconsciente de uma linguagem distorcida, cuja finalidade é levar as pessoas a interpretarem a realidade em termos adequados aos interesses dos agentes diretos e/ou indiretos de tal distorção”.

Alberto Guerreiro Ramos

A política cognitiva é a moeda corrente psicológica da sociedade centrada no mercado. Devemos tomar cuidado para que as mudanças que desejamos implementar nas organizações tenham propósito claro, e que este propósito não seja meramente aumentar a produtividade.

No caso do empowerment, por exemplo, deve-se atentar para o fato de que conferir poder aos funcionários é uma forma de aumentar a satisfação e o comprometimento dos mesmos com o trabalho.

É também uma maneira de tornar as organizações mais humanas, menos massacrantes, menos opressoras. Se utilizarmos um discurso de valorização do ser humano no ambiente de trabalho, mas apenas como aparência, enquanto a essência permanece inalterada, corremos o risco de contribuir para a degradação da sociedade e da cultura locais.

“Não constitui mero incidente o fato de que, em toda sociedade em que o mercado se transformou em agência cêntrica da influência social, os laços comunitários e os traços culturais específicos são solapados ou mesmo destruídos”.

Alberto Guerreiro Ramos

Delegação de Poder

Em um renomado livro de Administração, pode-se encontrar a seguinte afirmação a respeito do empowerment:

“Um administrador confere empowerment aos outros lhes dando autoridade igual à responsabilidade que lhes é designada”.

Luis Cesar G. de Araújo

Afirmar que um administrador pode delegar poder a seus subordinados já é, por si só, uma falácia, pois o poder não pertence à empresa ou aos administradores:

“O poder transita pelos indivíduos, não se aplica a eles.”

Michael Foucault.

Para Foucault, o poder não é algo que se possa possuir. Portanto não existe, em nenhuma sociedade, divisão entre os que têm e os que não têm poder. Pode-se dizer que poder se exerce ou se pratica. O poder, per se, não existe. O que há são relações, práticas de poder. O poder circula.

Pessoas e organizações

Na mesma obra da Teoria Administrativa, pode-se encontrar, como pré requisito para a implementação do empowerment nas empresas, que os funcionários façam “das metas organizacionais as suas metas”. (ARAUJO, 2006)

A satisfação das pessoas não pode ser alcançada apenas dentro do âmbito das organizações econômicas. Portanto, qualquer política que pressupõe que a atualização pessoal pode ser equivalente à execução de atividades funcionais, e que busque fazer com que o indivíduo abrace os objetivos da empresa como sendo seus, estará fadada a gerar mais insatisfação no trabalho.

“As organizações formais não constituem o cenário apropriado para a desalienação e para a auto-atualização das pessoas”.

Alberto Guerreiro Ramos

Para Alberto Guerreiro Ramos, o papel dos especialistas em teoria das organizações não consiste em “legitimar a total inclusão das pessoas nos limites das organizações econômicas formais, mas sim definir o escopo [e os limites] de tais organizações na existência humana em geral”. (RAMOS, 1989)

A meu ver, as organizações econômicas servem para suprir uma parte da nossa existência (a sobrevivência), mas não podem gerar a satisfação plena dos seres humanos. Somos muito mais do que consumidores e trabalhadores, e não podemos restringir a vida humana a menos do que isso.

Mudanças internas não bastam

“Somente uma visão acrítica das metas organizacionais e da motivação humana pode explicar porque os intervencionistas humanistas se sentem à vontade em suas tentativas, por exemplo (…) de melhorar a cultura humana em complexos industriais poluentes e destruidores dos recursos naturais; de aumentar a eficiência de corporações especializadas em fornecer ao público mercadorias desnecessárias e serviços que apenas servem para destruir gradativamente o senso que têm os cidadãos de suas necessidades genuínas, pessoais. Não questionam eles, explicitamente, o caráter geral desumanizador e enganoso da estrutura de emprego da sociedade centrada no mercado, que em si mesma não permite uma coerente prática do verdadeiro humanismo.”

Alberto Guerreiro Ramos

Assim, os atuais consultores em administração acabam exercendo um papel de piora na qualidade de vida geral. Olham para a floresta, mas só conseguem enxergar uma ou outra árvore.

“Em lugar de pôr a organização econômica formal no centro da existência humana, é necessário que se dê ênfase à questão da delimitação organizacional, da aprendizagem dos meios de facilitar múltiplos tipos de microssistemas sociais (…) transformando a organização econômica formal num enclave restrito e incidental, no espaço vital da vida humana, assim deixando margem para relacionamentos interpessoais livres das pressões projetadas e organizadas”.

Alberto Guerreiro Ramos

Autogestão

Muitos autores tentam colocar a autogestão como uma característica do empowerment, mas este é um conceito muito mais abrangente. Autogestão implica na inexistência de uma liderança cristalizada na figura de um chefe, gerente ou patrão. Todos participam das decisões administrativas em igualdade de condições.

No empowerment, ao contrário, o que acontece é que os funcionários de uma empresa participam dos processos “meio”, ou seja, da melhoria e otimização da execução de um fim proposto pela cúpula da organização. Trata-se de uma tentativa de integrar a criatividade e a iniciativa operária ao processo produtivo de ordem capitalista (aumento de produtividade e conseqüente extração de lucros).

Há um enriquecimento das atividades propostas na medida em que os funcionários vão adquirindo um conhecimento maior para a escolha dos meios de atingir os objetivos propostos. Os funcionários recebem uma dose de auto-organização para a execução de suas tarefas e na determinação dos meios para o alcance de objetivos, porém sem a definição de metas – trabalhador participa apenas no processo de produção, nos meios, NÃO NOS FINS.

Em uma organização autogestionária, as decisões fundamentais têm de ser tomadas pelo coletivo. Para isso é necessário que todos tenham acesso às informações, responsabilidade com o coletivo e disciplina. “A autogestão é impelida pelas condições materiais do nosso tempo e não como um amadurecimento de formas anteriores da mesma coisa. O homem que conduz a experiência de sua própria gestão é o homem contemporâneo e não o bárbaro ou selvagem que luta pela sobrevivência.

“A autogestão é um fenômeno pós-industrial baseado na associação de homens em suas vidas para uma participação maior e mais profunda. Expressa o impulso cultural das massas que querem o controle dos processos de mudança histórica, em vez de delegar este controle para os“poucos educados”. Desta maneira – e se nesse sentido realmente for bem sucedida – a autogestão pode tomar-se a gestão dos processos de mudança histórica”.

Nanci Valadares de Carvalho

A comuna de Paris (1871) é encarada como um modelo de autogestão porque os operários nomeavam seus gerentes, seus chefes de oficina e de equipe, fixavam seus salários e horários, podendo demiti-los quando o rendimento não fosse satisfatório.

Bibliografia

ARAUJO, Luis Cesar G. de. Organização, Sistemas e Métodos: e as tecnologias de gestão organizacional. 2ª edição. Editora atlas. São Paulo, 2006.

CARVALHO, Nanci Valadares de. Autogestão: o governo pela autonomia. São Paulo: Brasiliense, 1983.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal: 1979

RAMOS, Alberto Guerreiro. A Nova Ciência das Organizações – Uma reconceituação da riqueza das nações. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1989.

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Artigos sobre Ciência, Epistemologia e Sociologia da Administração

A ciência é neutra?

Muitos cientistas querem afirmar a neutralidade, mas a verdade é que somos naturalmente parciais. Toda e qualquer observação de fatos não é desprovida de valores, e a própria escolha do objeto de pesquisa depende de preferências pessoais do pesquisador. Pesquisas científicas são financiadas por pessoas ou instituições com interesses políticos. O mito da ciência pura e neutra é desconstruído por Marx, Weber e uma diversidade de autores. Leia o artigo completo: A ciência é neutra?

Alberto Guerreiro Ramos, vida e obra do maior sociólogo do Brasil

Alberto Guerreiro Ramos foi um dos maiores intelectuais brasileiros, e provavelmente o maior sociólogo do país. Sua obra acadêmica é reconhecida internacionalmente. Suas pesquisas ajudam até hoje o campo de administração a ser capaz de inovar e levar em consideração a dimensão da sustentabilidade ambiental. Guerreiro tem uma forma de fazer ciência e de produzir conhecimento que vai de encontro aos moldes hegemônicos, que se contrapõe à nossa propalada cordialidade. As críticas dirigidas por Guerreiro a nomes consagrados nas ciências sociais brasileiras como, Florestan Fernandes, não deixam dúvidas sobre o seu estilo. Leia sua biografia completa: Alberto Guerreiro Ramos, vida e obra do maior sociólogo do Brasil

Gestão de Ecovilas: Dissertação de Mestrado de Gabriel ‘Dread’ Siqueira

O que é uma ecovila? Como se administra uma ecovila? Qual a diferença entre uma ecovila e uma comunidade alternativa? Como acontece a gestão em uma comunidade intencional? Foram essas inquietações que me levaram a escolher a gestão de ecovilas como tema da minha dissertação de Mestrado em Administração pela UFSC, que concluí em julho de 2012. Para realizar minha pesquisa, fiz um mapeamento das ecovilas, comunidades intencionais sustentáveis e comunidades alternativas existentes no Brasil. Encontrei referência a pelo menos 99 comunidades ativas no país. Leia o artigo completo: Gestão de Ecovilas: Dissertação de Mestrado de Gabriel ‘Dread’ Siqueira – Como é a administração de uma ecovila?

A redução da Redução Sociológica de Alberto Guerreiro Ramos

A Redução Sociológica pressupõe um olhar criterioso sobre a ciência. A principal preocupação de Guerreiro Ramos era ser um sociólogo “em mangas de camisa”, inserido e atuante em seu contexto social, adotando uma postura política transformadora. Ele estava se rebelando contra a sociologia que era (e ainda é) dominante nas universidades brasileiras: uma sociologia “de gabinete”, distante da realidade nacional, e “consular”, onde o sociólogo atua menos como um solucionador de problemas e mais como representante de uma teoria estrangeira incapaz de explicar a realidade local, apoiando assim a dominação cultural e científica que os países periféricos sempre sofreram e continuam sofrendo.. Leia o artigo completo: A redução da Redução Sociológica de Alberto Guerreiro Ramos

A Síndrome Comportamental, de acordo com Alberto Guerreiro Ramos

Onde quer que a articulação do pensamento não encontre critérios de exatidão, não existe sabedoria. A síndrome comportamentalista faz com que o indivíduo se comporte como uma engrenagem. Alberto Guerreiro Ramos analisa a base psicológica da teoria organizacional e da ciência social em voga. O autor considera que as organizações são sistemas cognitivos e que seus membros em geral assimilam, interiormente, tais sistemas e assim, sem saberem, tornam-se pensadores inconscientes. Leia o artigo completo: A Síndrome Comportamental, de acordo com Alberto Guerreiro Ramos

Consenso e a racionalidade substantiva, TCC de Gabriel ‘Dread’ Siqueira

Vivemos em uma democracia participativa (ou não), onde a vontade da maioria é entendida como antagônica à da minoria. Esta minoria fica assim excluída do processo decisório político. O conflito é punido e reprimido na democracia. O consenso é a superação da democracia excludente. O objetivo do consenso é convergir alternativas e possibilidades de atender a necessidades de diferentes grupos e setores sociais em soluções conciliatórias. O conflito é uma etapa necessária do processo de consenso. É neste contexto que elaborei meu Trabalho de Conclusão do Curso de Administração. Leia o artigo completo: Consenso e a racionalidade substantiva, trabalho de conclusão do curso de Gabriel ‘Dread’ Siqueira

As organizações do movimento alternativo, por Mauricio Serva

Joseph Huber, sociólogo, economista e professor do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Livre de Berlim, fêz uma extensa pesquisa sobre organizações que ele denominou “projetos alternativos” no inícios dos anos 80, na então Alemanha Ocidental. Caracterizando o “movimento alternativo” como uma “explosão de idéias”, Huber (1985) nos dá uma visão suficientemente ampla desse movimento na Alemanha, relacionando as grandes áreas onde tais organizações aparecem. Leia o artigo completo: As organizações do movimento alternativo, por Mauricio Serva

A Grande Transformação, de Karl Polanyi

O futuro de alguns países já pode ser o presente em outros, enquanto alguns ainda podem incorporar o passado dos demais. Mas o resultado é comum a todos eles: o sistema de mercado não será mais auto-regulável, mesmo em princípio, uma vez que ele não incluirá o trabalho, a terra e o dinheiro. Karl Paul Polanyi foi um um filósofo, economista e antropólogo húngaro, conhecido por sua oposição ao pensamento econômico tradicional. Leia o artigo completo: A Grande Transformação, de Karl Polanyi

Apreciação Crítica do livro “Marketing de Guerra”, de Al Ries e Jack Trout

Marketing de Guerra: já não temos violência demais no mundo? É impossível, para mim, realizar um trabalho acadêmico a respeito do livro “Marketing de Guerra” (1986), de Al Ries e Jack Trout, sem explicitar uma crítica. Na minha opinião, a visão de mundo e paradigma das quais parte a premissa desta obra ajudam a corroborar o estado de depressão psicológica e falta de sentido da vida que assolam nossa sociedade centrada no mercado. Leia o artigo completo: Apreciação Crítica do livro “Marketing de Guerra”, de Al Ries e Jack Trout

A Nova Ciência das Organizações: uma reconceituação da riqueza das nações

Foi a última obra publicada por Alberto Guerreiro Ramos, em 1981. Este livro foi publicada originalmente em inglês pela Universidade de Toronto (University of Toronto) com o título “The new science of organizations: a reconceptualization of the wealth of the nations”. É o resultado de suas pesquisas sobre a redução sociológica como “superação da ciência social nos moldes institucionais e universitários em que se encontra”. Uma proposta revolucionária de ciência, embasada em uma racionalidade substantiva. Leia o artigo: A Nova Ciência das Organizações: uma reconceituação da riqueza das nações, de Alberto Guerreiro Ramos

Banca da Graça: uma experiência de economia da dádiva e amor incondicional

Imagine que você está andando no centro de sua cidade. De repente, você se depara com uma banca cheia de CDs, DVDs, livros, utensílios diversos, brinquedos de criança, aparelhos celulares e até um computador. Instigado pela curiosidade, você resolve se aproximar e descobre que tudo isso está de graça. É só chegar e pegar! Esta é a proposta da Banca de Graça, uma iniciativa subversiva e revolucionária que você vai conhecer agora. Leia o artigo completo: Banca da Graça: uma experiência de economia da dádiva e amor incondicional

8 respostas para “Empowerment: uma abordagem crítica”

  1. Luiza disse:

    Muito boa a crítica, lá no Banco ultimamente só se fala nisso. O meu chefe fala: “Você tem que exercer a função para poder adquirir o cargo!” e assim vai sugando a nossa força de trabalho sem a devida remuneração… Beijos!

  2. Pedro Filardo disse:

    Que chique! Citando Foucault. Creio que estudando um pouco mais o carequinha você veja que não existem mudanças reais [ou possíveis] dentro de qualquer instituição. “Abordagem crítica” pressupõe um certo autor. Vai ler Marx ou vai ficar do lado de fora encaixando um pouco de teoria aonde cabe? Brincar de lego tem os seus limites. Está feito o convite. Lembre-se: pensar é imaginar.

  3. Já que tudo é pensado em termos de ‘mercado’ e, a alteração deste paradigma é praticamente impossível devido a profundidade de suas raízes e inexistência de alternativa, temos uma solução (determinística): deixar de sermos ingênuos e utilizar os meios disponíveis a nosso favor, se possível ficarmos ricos e cuidar das nossas crianças…

  4. Gabriel Dread disse:

    Caro Givanildo,

    Discordo em gênero, número e grau.
    Está nas nossas mãos mudar o presente paradigma.
    Tenho certeza que muitos dos servos, na época do Feudalismo, também consideravam aquele paradigma impossível de ser mudado. A história provou que eles estavam errados.
    O mesmo pode ser dito da atual situação. Grande parte dos teóricos de Ciência das Organizações resignam-se ou mesmo abraçam o paradigma funcionalista, apoiando assim a sociedade centrada no mercado.
    Mas nem todos. Alberto Guerreiro Ramos foi um cientista que não se curvou ao mercado.
    Em sua última obra, “A Nova ciência das Organizações: uma reconceituação da riqueza das nações”, ele propôs um novo paradima, o paradigma “paraeconômico”, em que o mercado teria sua atuação delimitada dentro de um sistema social muito mais amplo.
    Infelizmente, Guerreiro Ramos falece apenas dois anos após a publicação desta obra, e não pôde levar a cabo tal empreendimento.
    Mas seus escritos estão aí, e fazem coro a muitos outros estudiosos que também apontam na mesma direção:
    a sociedade centrada no mercado é insustentável, e suas falhas puderam ser ignoradas durante muito tempo por conta dos benefícios trazidos por ela. Mas este tempo acabou.
    O contexto atual tem mostrado que o modo como a produção é orientada já não traz os mesmos resultados, e uma revisão profunda em seus pilares já está em curso. Isso se dá notadamente por uma série de fatores: a expansão do mercado atingiu um ponto de rendimentos decrescentes, em termos de bem-estar humano; a degradação da qualidade de vida; a poluição; o desperdício à exaustão dos limitados recursos do planeta; e no que tange à teoria das organizações, a incapacidade de oferecer diretrizes para a criação de espaços sociais em que os indivíduos possam participar de relações verdadeiramente autogratificantes.
    Cabe a nós darmos continuidade a este processo…
    Que tal juntar-se a nós?
    Eu acredito que a existência humana é muito maior do que apenas “sobreviver” e tentar ganhar algum dinheiro. Você está conosco?

    Com amor,
    Gabriel Siqueira

  5. Pedro F. disse:

    Givanildo

    A “profundidade de suas raízes” é exatamente tão rasa quanto o seu discurso de futuro vencedor…

    Boa sorte no “Aprendiz 6”

  6. Ricardo disse:

    "a sociedade centrada no mercado é insustentável, e suas falhas puderam ser ignoradas durante muito tempo por conta dos benefícios trazidos por ela."

    Acredito que as falhas nunca foram ignoradas. Movimentos sociais contestadores sempre existiram.

    "O contexto atual tem mostrado que o modo como a produção é orientada já não traz os mesmos resultados, e uma revisão profunda em seus pilares já está em curso. Isso se dá notadamente por uma série de fatores: a expansão do mercado atingiu um ponto de rendimentos decrescentes, em termos de bem-estar humano; a degradação da qualidade de vida; a poluição; o desperdício à exaustão dos limitados recursos do planeta;"

    O capitalismo se modifica. Veja RSE e novas técnicas de RH.

    http://ricardorabelofilho.blogspot.com/

  7. De fato o atual sistema vigente entrará em colapso cedo ou tarde… pois é louco e insustentável

  8. Atojr disse:

    As pessoas tem que primeiro se esforçarem para a conquista dos seus objetivos.
    Esse negócio de ideologizar, chamar Marx, Foucault, e quem mais for para responsabilizar o capital é velho e onde tentaram foram milhões de mortos.
    Não sou a favor do " estado do bem estar social". Bismarck também enganou com bugigangas muito. Depois dele veio Hitler.
    Só o trabalho e o estudo podem libertar!
    Em todas as épocas sempre existiram ( e existirão) OPRIMIDOS e opressores.Se esse falso humanismo, MARXISTA ou de outra índole desse resultado, o mundo seria um paraíso.

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