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Alberto Guerreiro Ramos, vida e obra do maior sociólogo do Brasil

Alberto Guerreiro Ramos

Alberto Guerreiro Ramos foi um dos maiores intelectuais brasileiros, e provavelmente o maior sociólogo do país. Sua obra acadêmica é reconhecida internacionalmente. Suas pesquisas ajudam até hoje o campo de administração a ser capaz de inovar e levar em consideração a dimensão da sustentabilidade ambiental em seu domínio, “respeitando os limites biofísicos do planeta”, como ele afirmava.

Seu livro A nova ciência das organizações: uma reconceituação da riqueza das nações mudou minha vida, e resultou no meu trabalho de conclusão de curso sobre tomada de decisão por consenso e minha dissertação de mestrado sobre tensão entre a racionalidade substantiva e instrumental na gestão de ecovilas.

Em homenagem a esse grande ser humano, que merecia muito mais elogios à sua obra e reconhecimento, que publico essa pequena biografia de Alberto Guerreiro Ramos. Começando por sua atuação política, passando pela formação do “sociólogo em mangas de camisa“, até chegar em sua militância no movimento negro. Finalmente, apresento uma breve bibliografia do sociólogo baiano. Com vocês, o Divino Mestre….

Alberto Guerreiro Ramos

Alberto Guerreiro Ramos na juventude.

O jovem Alberto Guerreiro Ramos.

Alberto Guerreiro Ramos (1915 – 1982) nasceu em Santo Amaro da Purificação, Bahia, no dia 13 de setembro de 1915, filho de Vítor Juvenal Ramos e de Romana Guerreiro Ramos. Casou-se com Clélia Guerreiro Ramos, com quem teve dois filhos.

Aos 22 anos de idade publicou, em Salvador, seu primeiro trabalho, um livro de poesias, do qual se pode ler:

“Deus me tornou bárbaro.
Deus me tornou insubmisso.
E protesto contra os homens que estão mergulhados no esquecimento.
Que estão tiranizados pela ordem, pela opinião, pela civilização”.

Esses versos podem ser tomados como uma espécie de prenúncio do que viria marcar a trajetória intelectual e de vida do seu autor. Desde jovem, já demonstrava inquietude e preocupações existenciais.

Em 1939, ganhou uma bolsa do governo do Estado da Bahia para cursar Ciências Sociais no Rio de Janeiro, na então Universidade do Brasil, onde se formou em Ciências Sociais em 1942 e em Direito em 1943, pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.

Guerreiro Ramos tinha uma ampla e rica formação intelectual. No início dos anos 1930 foi militante do integralismo, o que lhe custou intensas críticas e também deixou uma marca em sua obra, uma vez que a perspectiva nacionalista permeou a maior parte de seus trabalhos.

No final da década de 1930 e início da de 1940, era fortemente influenciado pela intelectualidade francesa, sobretudo o pensamento católico francês, estudando tomismo pelo Curso de Filosofia. Foi ávido elitor da obra do filósofo Jacques Maritain, com quem teve ligações pessoais. Escrevia regularmente artigos para o jornal O Imparcial.

Manteve correspondência com Emmanuel Mounier, fundador da revista francesa L’Esprit, da qual recebeu muita influência. Também realizou diversas publicações, nesse período, com uma série de artigos divulgados na revista Cultura Política.

Também leu, na juventude, Platão, Aristóteles, Heidegger e Jaspers. A filosofia torna-se, assim, uma marca em seu trabalho. Seu livro A Redução Sociológica (1958) certamente é o exemplo mais evidente, visto a influência marcante de Husserl em sua formulação.

Mas, o próprio Guerreiro Ramos considerava que foi Nicolau Berdiaeff a influência mais poderosa de sua vida. Desde 1944 passa a ser influenciado por Max Weber e a partir dele passou a se interessar pela teoria das organizações.

Vida Política de Alberto Guerreiro Ramos

Alberto Guerreiro Ramos pensandoAlberto Guerreiro Ramos assessorou o presidente Getúlio Vargas durante seu segundo governo, atuando em seguida como diretor do departamento de sociologia do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB).

Gozando de autonomia administrativa e de plena liberdade de pesquisa, de opinião e de cátedra, o ISEB destinava-se ao estudo, ao ensino e à divulgação das ciências sociais, cujos dados e categorias seriam aplicados à análise e à compreensão crítica da realidade brasileira, além da elaboração de instrumental teórico que permitisse o incentivo e a promoção do desenvolvimento nacional. No ISEB, Alberto Guerreiro Ramos publica dois trabalhos que se tornaram clássicos: Introdução Crítica à Sociologia Brasileira (1957) e A Redução Sociológica (1958).

No ISEB, Guerreiro Ramos apoiou as propostas da CEPAL, que defendia os rumos de uma industrialização na América Latina e no Brasil. O ISEB constituiu um dos núcleos mais importantes de formação da ideologia “nacional-desenvolvimentista” que impregnou todo o sistema político brasileiro no período compreendido entre a morte de Vargas, em 1954, e a queda de João Goulart, em 1964.

Secretário do Grupo Executivo de Amparo à Pequena e Média Indústrias do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), foi ainda assessor da Secretaria de Educação da Bahia, técnico de administração do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) e fez a primeira pesquisa de padrão de vida no Brasil, em 1952.

Alberto Guerreiro Ramos no Rio de Janeiro em 1958

Alberto Guerreiro Ramos no Rio de Janeiro em 1958

Ingressou na política partidária em 1960, quando se filiou ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), a cujo diretório nacional pertenceu.

No ano de 1961, Alberto Guerreiro Ramos foi Delegado do Brasil à XVI Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas ONU, participando da Comissão de Assuntos Econômicos.

Nas eleições de outubro de 1962 candidatou-se a deputado federal pelo então estado da Guanabara, na legenda da Aliança Socialista Trabalhista, formada pelo PTB e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), obtendo apenas a segunda suplência.

Nessa eleição, Alberto Guerreiro Ramos foi partidário do intervencionismo econômico, do monopólio estatal do petróleo, da nacionalização da indústria farmacêutica e dos depósitos bancários, considerando necessária a reforma constitucional a fim de que, com o pagamento das desapropriações em títulos da dívida pública, se pudesse promover a reforma agrária, inicialmente cooperativista, mas sem considerar necessária qualquer experiência coletivista. Defendeu também as reformas eleitoral — voto para os analfabetos e soldados e elegibilidade de todos os eleitores —, bancária e administrativa.

Em 1963, Guerreiro Ramos se tornou deputado federal, assumindo a cadeira de Leonel Brizola, que foi eleito governador do Rio Grande do Sul.

Foi legislador na Câmara dos Deputados de agosto de 1963 a abril de 1964, quando teve seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional nº 1.

Alberto Guerreiro Ramos discursa na cerimônia de lançamento da candidatura de Abdias Nascimento a deputado pelo PDT.

Alberto Guerreiro Ramos discursa na cerimônia de lançamento da candidatura de Abdias Nascimento a deputado pelo PDT.

Alberto Guerreiro Ramos Jornalista

Em sua atuação como jornalista, Alberto Guerreiro Ramos colaborou em O Imparcial, da Bahia, O Diário, de Belo Horizonte, e Última Hora, O Jornal e Diário de Notícias, do Rio de Janeiro.

Devido aos artigos publicados na imprensa, onde analisava o marxismo, foi convidado por Mário Alves, do Partido Comunista, a visitar a URSS e a China. Guerreiro Ramos fez diversas conferências internacionais. Na URSS foi hóspede da Nauk Akademia. Em seu retorno ao Brasil, escreveu uma série de artigos criticando o Partido Comunista em O Jornal, o que lhe valeu a pecha de traidor e oportunista pelos comunistas.

Alberto Guerreiro Ramos, o maior Sociólogo do Brasil

Nos anos 1950, a carreira de Alberto Guerreiro Ramos atinge o ápice, em termos de produção intelectual. Passou a ter projeção nacional e internacional, tendo suas obras publicadas também em espanhol.

Foi professor da Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (EBAP-FGV), assim como do Departamento Nacional da Criança e dos cursos de sociologia e problemas econômicos e sociais do Brasil, promovidos pelo DASP. Foi também Professor Visitante da Universidade Federal de Santa Catarina.

Em 1955, foi conferencista visitante da Universidade de Paris.

Em 1956, Pitirim A. Sorokin inclui Guerreiro Ramos entre os autores eminentes que mais contribuíram para o progresso da Sociologia no mundo na segunda metade do século XX. O sociólogo russo havia lido Sociología de la Mortalid Infantil, livro de Guerreiro Ramos publicado em 1955 no México.

“Sou um homem que tem a responsabilidade de pensar o Brasil 24 horas por dia”. Alberto Guerreiro Ramos

O exílio de Alberto Guerreiro Ramos e a USC

Guerreiro Ramos foi obrigado a se exilar do país em 1966, radicando-se nos Estados Unidos, onde inspirou toda uma geração de estudantes como professor da Escola de Administração da Universidade do Sul da Califórnia (University of the South California – USC).

É autor de dez livros e de numerosos artigos, muitos dos quais têm sido disseminados em inglês, francês, espanhol e japonês. Alberto Guerreiro Ramos pronunciou conferências em Pequim, Belgrado e na Academia de Ciências da União Soviética. Nos anos de 1972 e 1973 foi “visiting fellow” da Yale University e professor visitante da Wesleyan University.

Alberto Guerreiro Ramos e a Ancestralidade Africana

Alberto Guerreiro Ramos, Abdias Nascimento e João Conceição na década de 1950.

Alberto Guerreiro Ramos, Abdias Nascimento e João Conceição na década de 1950.

“O Velho Guerreiro me ensinou a sempre lembrar que ele era da Bahia, e tinha um grande orgulho de nossa ancestralidade Africana. O pai de Guerreiro, meu avô Vitor Juvenal Ramos, nasceu escravo em 1873, mas do tal Ventre Livre. A mãe de meu avô [avó de Alberto Guerreiro Ramos] nasceu na Angola, e foi por sua própria familia vendida ao negreiro. Depois de sermos exilados da Pátria Amada, nenhum de nós voltou ao Brasil, a não ser para visitar familia.” Alberto Guerreiro Ramos, Filho.

Alberto Guerreiro Ramos, o Teatro Experimental do Negro e o Psicodrama

Alberto Guerreiro Ramos sempre demostrou muito orgulho de sua ancestralidade africana. O Teatro Experimental do Negro (TEN), de Abdias Nascimento, criou um departamento de estudos e pesquisas denominado Instituto Nacional do Negro, coordenado por Guerreiro Ramos.

Em 1949, ele inicia atividades com o “Seminário de Grupoterapia”, a partir “da constatação em numerosas pesquisas de que, o ressentimento é uma das matrizes psicológicas mais decisivas do homem negro brasileiro”, passa a viabilizar o grupoterapia com base no psicodrama como um espaço que possibilita catarse e reflexão das seqüelas trazidas de um passado escravo, de uma vivência de ausência de um lugar, de uma identidade fragmentada.

O jornal “Quilombo”, importante instrumento de comunicação criado e publicado pelo Teatro Experimental do Negro entre 1948 e 1950 publicou 10 números e em 03 números Guerreiro Ramos escreveu sobre Grupoterapia, Psicodrama e Sociodrama.

No jornal Quilombo número 6, de fevereiro de 1950, Guerreiro Ramos nos fala que o teatro é uma forma particularíssima do drama e que foi J.L. Moreno quem mais contribuiu para a nova interpretação do significado do drama, através do Psicodrama que ele considera um “método de análise das relações humanas e um processo de terapêutica psicológica”.

Guerreiro Ramos e o estudo do Negro no Brasil

Conviveu num contexto acadêmico em que “os estudos sobre os negros brasileiros“, como ele definiu, já estavam consolidados e eram realizados quase que exclusivamente por pesquisadores brancos.

No que se refere aos estudos sobre as hierarquias raciais, Guerreiro destaca o fato de que os trabalhos sociológicos deveriam ajudar a encontrar saídas para a marginalidade da população negra brasileira, em vez de simplesmente descrever a cultura.

Guerreiro não aplicou o seu rigor metodológico e sua perspectiva teórica na realização de uma pesquisa sobre os negros no Brasil, embora tenha realizado críticas contundentes aos estudos produzidos sobre o tema, demarcando diversas vezes o seu descontentamento com o que estava sendo escrito.

De acordo com ele, os estudos produzidos em nada contribuíam para melhorar a vida dos negros brasileiros, uma vez que a ênfase era atribuída aos aspectos exóticos, ou melhor, os negros eram vistos como um espetáculo.

“Há o tema do negro e há a vida do negro. Como tema, o negro tem sido, entre nós, objeto de escalpelação perpetrada por literatos e pelos chamados ‘antropólogos e sociólogos’. Como vida ou realidade efetiva, o negro vem assumindo o seu destino, vem se fazendo a si próprio, segundo lhe têm permitido as condições particulares da sociedade brasileira. Mas uma coisa é negro-tema; outra, é negro vida”.

Ao refletir sobre essas dimensões Guerreiro Ramos tece considerações acerca da patologia social dos brancos brasileiros e, principalmente, da patologia dos brancos nordestinos. A patologia, ou protesto da minoria branca nos estados dessas regiões consistia numa constante reivindicação das origens da própria brancura, o que Guerreiro às vezes define como a perturbação psicológica em sua auto-avaliação estética; além de demonstrar “inferioridade sentida com excessiva intensidade e superioridade, desejada, mas fictícia“, por isso, “Ao tomar o negro como tema, elementos da camada ‘branca’ minoritária se tornam mais brancos, aproximando-os de seu arquétipo estético – que é o europeu“.

“Mas eu escrevi antes deles, antes do estudo do Florestan. Primeiro, eu fiz o congresso dos negros brasileiros e o expliquei como o congresso de brancos brasileiros. O sujeito analisava o sangue do negro brasileiro, o tamanho do nariz, o cabelo etc. Era preciso, assim, analisar o sangue, o nariz e o cabelo do branco brasileiro. Há um estudo meu chamado ‘Patologia do Branco Brasileiro’ onde eu inverti o problema. Num país de negro como o nosso, falar do problema do negro é uma cretinice”.

Guerreiro tem uma forma de fazer ciência e de produzir conhecimento que vai de encontro aos moldes hegemônicos, que se contrapõe à nossa propalada cordialidade. O estilo contraditório e provocador adotado por Guerreiro destoa do nosso estilo polido de fazer ciência. As críticas dirigidas por Guerreiro a nomes consagrados nas ciências sociais brasileiras como, por exemplo, Arthur Ramos e Florestan Fernandes, não deixam dúvidas sobre o seu estilo.

Alberto Guerreiro Ramos, o Ser Humano

Alberto Guerreiro Ramos capa A Nova Ciência das Organizações tomando chimarrão
O resultado de toda essa competência foi a formação de um ser humano de vida dinâmica e multidimensional- catedrático, conselheiro, poeta, teórico, mestre, amigo – um gênio da vida.

Sério com os colegas, fervoroso, provocante e zeloso com seus estudantes, ele encarou plenamente seu pensamento de que a vida é um processo ativo e deliberado a ser experimentado integralmente.

Guerreiro Ramos faleceu em 6 de abril de 1982, em Los Angeles, aos 67 anos, vítima de câncer.

Cidadão do mundo, Alberto Guerreiro Ramos, nessa sua luta por um futuro mais humano, foi também um cidadão muito especial daqueles países aos quais tanto deu de si – Brasil e Estados Unidos.

Alberto Guerreiro Ramos e a Nova Ciência das Organizações

A última obra publicada por Alberto Guerreiro Ramos, em 1981, foi A nova ciência das organizações: uma reconceituação da riqueza das nações.

Essa obra foi publicada originalmente em inglês pela Universidade de Toronto (University of Toronto) com o título “The new science of organizations: a reconceptualization of the wealth of the nations“.

Nesse vídeo em inglês, Alberto Guerreiro Ramos apresenta sua obra. Confira o raro registro do Divino Mestre em ação!

Bibliografia de Alberto Guerreiro Ramos

1949: Uma introdução ao histórico da organização racional do trabalho. Rio de Janeiro: Departamento Administrativo do Serviço Público DASP). RAMOS, Alberto Guerreiro. 1949 (republicado em 2009 pelo Conselho Federal de Administração) .

Essa obra foi originalmente a tese de Alberto Guerreiro Ramos no DASP. Republicado em 2009 pelo Conselho Federal de Administração (CFA), está disponível para download gratuito, basta clicar aqui para baixar o pdf de Uma introdução ao histórico da organização racional do trabalho.

1950: Sociologia do Orçamento Familiar. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Nacional. RAMOS, Alberto Guerreiro. 1950.

Contém os textos “Instrumentalidades conceituais para o estudo das condições demo-econométricas” (estudo que já havia sido publicado na Revista do Serviço Público, julho de 1949); “Sociologia do orçamento familiar” (normas de vida); “Níveis de vida” e “As classes sociais e a saúde das massas”.

1952: A Sociologia Industrial. Formação, Tendências Atuais. Rio de Janeiro: Cândido Mendes. RAMOS, Alberto Guerreiro. 1952.

Guerreiro Ramos aponta a sociologia industrial como uma nova especialização da sociologia geral em ascensão naquele período em que publica esta obra (1952). Na argumentação do autor, a sociologia industrial se distingue de outros ramos da sociologia (como a sociologia rural, a sociologia jurídica ou a sociologia econômica, por exemplo), porque se aplica na investigação de certos aspectos particulares da sociologia, dos quais cita:

  1. a inter-relação da indústria e da comunidade;
  2. a empresa como um sistema social;
  3. o ajustamento e o desajustamento do trabalhador no trabalho industrial;
  4. as ocupações e suas implicações e características;
  5. as relações industriais;
  6. a industrialização das áreas subdesenvolvidas.

Este livro foi publicado em uma época em que havia poucos estudos sobre a sociologia industrial no Brasil e no mundo. O autor apresenta a obra como um estudo introdutório da disciplina em questão. Para tanto busca apresentar um percurso histórico da sociologia do trabalho, embasado em estudos antropológicos acerca de sociedades primitivas. Três apêndices estão presentes no livro: uma discussão sobre a “organização científica do trabalho”; um estudo intitulado “A Difusão do Taylorismo” e outro intitulado “O Fordismo”.

1955: Sociología de la Mortalidad Infantil (Biblioteca de Ensayos Sociologicos). México: Instituto de Investigaciones de la Universidad Nacional. RAMOS, Alberto Guerreiro, 1955.

Este trabalho abarca uma série de estudos realizados por Guerreiro Ramos durante o período em que o autor lecionou sociologia e economia no Departamento Nacional da Criança, do Ministério da Educação e Saúde. Nesta ocasião, Guerreiro reuniu farto material sobre a infância e, especialmente, sobre a mortalidade infantil. Parte deste material foi divulgada de diversas formas, dentre elas, no livro Sociologia do Orçamento Familiar (1950) e em folhetos e textos mimeografados. O livro, publicado no México em 1955, é dividido em duas partes: a primeira parte está subdividida em oito textos com uma série de estudos sobre a infância. Na segunda parte, é apresentado um texto intitulado, originalmente, “Una interpretación sociológica del problema brasileño de la mortalidad infantil”.

1957: Introdução Crítica à Sociologia Brasileira. Rio de Janeiro: Andes. RAMOS, Alberto Guerreiro, 1957 (republicado em 1995)

A edição original da Introdução Crítica à Sociologia Brasileira data de 1957 pela Editorial ANDES Ltda, do Rio de Janeiro. O livro é dividido em três partes: A primeira, intitulada “Crítica da Sociologia Brasileira”, contém cinco capítulos. A segunda parte integra o texto completo da Cartilha Brasileira do Aprendiz do Sociólogo, publicado anteriormente por Est. de Artes Gráficas C. Mendes Júnior, Rio de Janeiro, 1954 (173 páginas), num total de dez capítulos. A terceira parte intitula-se “Documentos Para uma Sociologia Militante” e contém três capítulos.

A edição de 1995, assim como a original, contém um apêndice que inclui uma entrevista do autor para o jornal carioca Última Hora publicada nas edições de 07/06/56 e 28/07/56, respectivamente, com os seguintes títulos: “Sobre a crise brasileira e a sociologia no Brasil” e “A descida aos infernos”.

Na edição de 1995 foi resgatado o texto “O tema da transplantação na sociologia brasileira – Enteléquias na interpretação”, título redigido à mão pelo próprio Guerreiro Ramos no texto, Separata da Revista Serviço Social, Ano XIV, No. 74, São Paulo, 1954, pp. 73 -95 (cf. Clóvis Brigagão, p.12), publicado como Anexo. Dois textos de apresentação estão presentes na edição de 1995. Um de autoria de Clóvis Brigagão intitulado “Da Sociologia em Mangas de Camisa à Túnica Inconsútil do Saber” e outro de autoria de Joel Rufino dos Santos, intitulado “O Negro como Lugar”.

1958: A Redução Sociológica. Rio de Janeiro: MEC/ISEB. RAMOS, Alberto Guerreiro,1958 (reedições em 1965 e 1996).

A primeira edição de A Redução Sociológica (Introdução ao Estudo da Razão Sociológica) foi publicada em 1958, pelo ISEB. Esta obra obteve grande repercussão na época e foi editada em espanhol pelo Fondo de Cultura Económica, México, no ano seguinte. Em 1965, é lançada pela Editora Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, a segunda edição brasileira, com um prefácio onde Guerreiro Ramos aborda as repercussões da obra, até então. A edição de 1996 (Editora UFRJ) possui um prefácio assinado por Clóvis Brigagão, além da reedição do longo prefácio de 1965. Nesta 3ª. edição estão incluídos seis apêndices, com textos do autor e de outros, a seguir:

  1. Situação Atual da Sociologia Brasileira, de Guerreiro Ramos;
  2. Considerações sobre a Redução Sociológica, de Benedito Nunes;
  3. Correntes Sociológicas no Brasil, de Jacob Gorender;
  4. Observações Gerais Sobre a Redução Sociológica (com omissão do autor, por motivos políticos);
  5. O Papel das Patentes na Transferência da Tecnologia para Países Subdesenvolvidos; de Guerreiro Ramos – Trata-se da transcrição de um discurso proferido em 1960, onde GR, na qualidade de Delegado do Brasil na XVI Assembléia Geral das Nações Unidas, encaminhou um projeto que se transformou na Resolução no. 1713 (XVI) da referida Assembléia;
  6. Análise do Relatório das Nações Unidas sobre a Situação Social do Mundo, de Guerreiro Ramos – Reprodução do pronunciamento realizado durante a XVI Assembléia Geral das Nações Unidas (1961).

Com A Redução Sociológica, Guerreiro fornece uma contribuição original para a ideologia do desenvolvimento nacional. Sua proposta é normativa, com o intuito de aplicar o pensamento sociológico para a resolução de problemas sociais. Para o autor, o fato de alguém conhecer a literatura sociológica universal não determina que possa ser considerado um sociólogo. Ao contrário, não passa de um mero “alfabetizado em sociologia”.

A questão da redução sociológica estabelece a equação de um desenvolvimento nacional instigando a novas ações e métodos das vertentes política e administrativa no cenário nacional. A “redução sociológica” é definida por Guerreiro como “atitude metodológica que tem por fim descobrir os pressupostos referenciais, de natureza histórica dos objetos e fatos da realidade social. Não é apenas o imperativo de conhecer que implica a redução sociológica, mas também a “necessidade social de uma comunidade que, na realização de seu projeto de existência histórica, tem de servir-se da experiência de outras comunidades“.

1960: O Problema Nacional do Brasil. RJ: Saga. RAMOS, Alberto Guerreiro, 1960.

A publicação original de O Problema Nacional do Brasil data de 1960. Assim como Introdução Crítica à Sociologia Brasileira (1957), esta é também uma obra híbrida, composta por diversos textos, cuja conexão está na discussão sobre a questão nacional.

Os textos “Condições Sociais do Poder Nacional” e “Segurança Nacional” foram anteriormente publicados pelo ISEB no ano de 1957 em volumes separados. O primeiro é a reprodução da aula inaugural do curso regular do ISEB e o segundo é uma conferência proferida em 1957, também no ISEB.

No prefácio deste livro, o autor critica o hermetismo da ciência, discutindo o papel do sociólogo em relação a esse hermetismo. Para este autor “a medida de qualidade científica e de funcionalidade de todo trabalho sociológico é o seu sentido humano ao nível do maior número possível de pessoas”.

Por outro lado, ressalta as condições históricas como elemento favorecedor da ciência, advertindo que “a mais avançada teoria sociológica de nosso tempo se encontra implícita nos trabalhos de organização social dos povos que têm mais futuro do que passado ou presente” (p.12/13).

O autor aponta como tema do livro “a polaridade fundamental que define o presente momento da vida brasileira e que se resume na luta entre a nação e a anti-nação. Estas são duas categorias chaves, à luz das quais se explica a contradição mais saliente em nosso país” (p.13).

Para Guerreiro Ramos “o presente livro, como o de Alberto Torres [O Problema Nacional Brasileiro – 1914], é uma tentativa de utilizar a ciência social como instrumento de organização da sociedade brasileira” (p.13/14). Dessa maneira, Guerreiro se insere na “tradição de sociologia militante do país”, que conta com nomes como os do Visconde do Uruguai, Paulino José Soares de Souza, Oliveira Vianna, Sílvio Romero, Euclides da Cunha e Alberto Torres.

1961: A Crise do Poder no Brasil (Problemas da Revolução Nacional Brasileira). Rio de Janeiro: Zahar. RAMOS, Alberto Guerreiro, 1961.

Esta obra é composta por um conjunto de ensaios onde o autor faz uma análise de conjuntura da política no Brasil. Está dividida em três partes, respectivamente, “Panorama Político do Brasil Contemporâneo”, “Antes e Depois de Outubro de 1960” e “Três Momentos Ideológicos do Brasil”; além de um apêndice intitulado “Caracteres da Intelligentzia”, que foi publicado na edição de 03 de fevereiro de 1957 do Jornal do Brasil.Como adverte o autor no prefácio, os três primeiros capítulos da Parte II foram publicados no jornal A Última Hora, tendo sido revistos e elaborados para esta edição. O capítulo “Pós Nacionalismo” além da entrevista concedida a O Metropolitano (publicado em edições dominicais do Diário de Notícias), ambos da Parte II, contém textos publicados também em A Última Hora, os quais foram alterados em sua forma na publicação do livro. Os capítulos “A Ideologia da Jeunesse Dorée” e “O Inconsciente Sociológico”, da Parte III, foram originalmente publicados, respectivamente, em 1955 e 1956, na revista Cadernos do Nosso Tempo.

1963: Mito e Verdade da Revolução Brasileira. Rio de Janeiro: Zahar. RAMOS, Alberto Guerreiro, 1963.

Nesta publicação Guerreiro Ramos aborda, conforme sua própria descrição, a “metafísica da revolução”. O autor trata na maior parte do livro da revolução em geral. Porém, segundo afirma, “tudo o que se diz nele está referindo à realidade brasileira”. A peça O Rinoceronte, de Ionesco, torna-se uma referência para o autor, que estabelece uma crítica teórica sobre a esquerda brasileira, particularmente sobre o PCB. No caso brasileiro, verifica que “a revolução corre o risco de tornar-se façanha rinocerôntica”. O livro está dividido em sete capítulos, contendo também, dois apêndices: “A Filosofia do Guerreiro sem Senso de Humor” e “Trabalhismo e Marxismo-Leninismo”.

1966: Administração e Estratégia do Desenvolvimento – elementos de uma sociologia especial da administração, Fundação Getúlio Vargas. RAMOS, Alberto Guerreiro, 1966. (republicado em 1983 com o título: Administração e Contexto Brasileiro)

Publicada anteriormente com o título Administração e Estratégia do Desenvolvimento – elementos de uma sociologia especial da administração, em 1966, pela editora da Fundação Getúlio Vargas, esta obra foi reeditada com novo título: Administração e Contexto Brasileiro. Notas adicionais foram incorporadas com a finalidade de atualizá-lo.

O prefácio à 2ª edição, escrito por Wilson Pizza Junior traz a seguinte informação: “O autor resistiu, por vários anos à proposta de reedição deste livro alegando que, embora não o renegue, considera-o um momento da progressão de sua pesquisa conceitual. Cedeu, porém, à argumentação do editor segundo a qual, à falta de melhor texto, o seu conservava intacta a importância original, o que podia ser comprovado pela profusa circulação, em edições clandestinas, dentro e fora do país. Todavia, não se sentiu motivado para, ele mesmo, rever o livro, e assim incumbiu-me de organizar a sua segunda edição, recomendando que me limitasse a corrigir-lhe os senões formais e a acrescentar-lhe notas que o relacionassem com a temática e a problemática do presente; o texto, em última análise, teria de ser o mesmo na sua essência para que fosse possível a crítica do seu conteúdo à luz do conhecimento atual. Exigiu, porém, que se lhe desse novo título, que certamente melhor exprime a natureza da obra”.

1981: A Nova Ciência das Organizações: Uma Reconceitualização da Riqueza das Nações. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. RAMOS, Alberto Guerreiro, 1981. (reeditado em 1989)

A Nova Ciência das Organizações foi publicada originalmente em inglês, em 1981, pela Universidade de Toronto, com o título The New Science of Organizations. A primeira edição brasileira (com tradução de Mary Cardoso) data, também, de 1981 e a 2ª edição é de 1989. Este livro, dividido em 10 capítulos, significa, como destaca Guerreiro em no prefácio da edição brasileira, o resultado de suas pesquisas sobre a redução sociológica no terceiro sentido em que a emprega; ou seja, como “superação da ciência social nos moldes institucionais e universitários em que se encontra”. Guerreiro sublinha que a obra A Redução Sociológica (1958) tratou da redução em seu primeiro sentido: como “atitude imprescindível à assimilação crítica da ciência e da cultura importadas”.

O segundo sentido da redução sociológica – “adestramento cultural sistemático necessário para habilitar o indivíduo a resistir à massificação de sua conduta e às pressões sociais organizadas” -, surge a partir da categoria de homem parentético, que o autor estabelece em um dos capítulos de Mito e Verdade da Revolução Brasileira (1963) e no artigo Models of man and administrative theory, publicado em 1972 na Public Administration Review. Em A Nova Ciência das Organizações apresenta como seu objetivo “contrapor um modelo de análise de sistemas sociais e de delineamento organizacional de múltiplos centros ao modelo atual centralizado no mercado, que tem dominado as empresas privadas e a administração pública nos últimos 80 anos”.

Guerreiro atenta que se faz “necessário um modelo alternativo de pensamento, ainda não articulado em termos sistemáticos, porque a sociedade centrada em mercado, mais de 200 anos depois de seu aparecimento, está mostrando agora suas limitações e sua influência desfiguradora da vida humana como um todo”.

Por fim, cabe destacar que o autor utiliza a expressão “nova ciência das organizações”, como ele próprio afirma, “em sentido amplo, e a mesma inclui assuntos não apenas pertinentes a setores presentemente rotulados como administração pública e administração de empresas privadas, mas também temas especificamente pertencentes ao campo da economia, da ciência política, da ciência da formulação de políticas e da ciência social em geral”.

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A Redução Sociológica pressupõe um olhar criterioso sobre a ciência. A principal preocupação de Guerreiro Ramos era ser um sociólogo “em mangas de camisa”, inserido e atuante em seu contexto social, adotando uma postura política transformadora. Ele estava se rebelando contra a sociologia que era (e ainda é) dominante nas universidades brasileiras: uma sociologia “de gabinete”, distante da realidade nacional, e “consular”, onde o sociólogo atua menos como um solucionador de problemas e mais como representante de uma teoria estrangeira incapaz de explicar a realidade local, apoiando assim a dominação cultural e científica que os países periféricos sempre sofreram e continuam sofrendo.. Leia o artigo completo: A redução da Redução Sociológica de Alberto Guerreiro Ramos

A Síndrome Comportamental, de acordo com Alberto Guerreiro Ramos

Onde quer que a articulação do pensamento não encontre critérios de exatidão, não existe sabedoria. A síndrome comportamentalista faz com que o indivíduo se comporte como uma engrenagem. Alberto Guerreiro Ramos analisa a base psicológica da teoria organizacional e da ciência social em voga. O autor considera que as organizações são sistemas cognitivos e que seus membros em geral assimilam, interiormente, tais sistemas e assim, sem saberem, tornam-se pensadores inconscientes. Leia o artigo completo: A Síndrome Comportamental, de acordo com Alberto Guerreiro Ramos

Consenso e a racionalidade substantiva, TCC de Gabriel ‘Dread’ Siqueira

Vivemos em uma democracia participativa (ou não), onde a vontade da maioria é entendida como antagônica à da minoria. Esta minoria fica assim excluída do processo decisório político. O conflito é punido e reprimido na democracia. O consenso é a superação da democracia excludente. O objetivo do consenso é convergir alternativas e possibilidades de atender a necessidades de diferentes grupos e setores sociais em soluções conciliatórias. O conflito é uma etapa necessária do processo de consenso. É neste contexto que elaborei meu Trabalho de Conclusão do Curso de Administração. Leia o artigo completo: Consenso e a racionalidade substantiva, trabalho de conclusão do curso de Gabriel ‘Dread’ Siqueira

As organizações do movimento alternativo, por Mauricio Serva

Joseph Huber, sociólogo, economista e professor do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Livre de Berlim, fêz uma extensa pesquisa sobre organizações que ele denominou “projetos alternativos” no inícios dos anos 80, na então Alemanha Ocidental. Caracterizando o “movimento alternativo” como uma “explosão de idéias”, Huber (1985) nos dá uma visão suficientemente ampla desse movimento na Alemanha, relacionando as grandes áreas onde tais organizações aparecem. Leia o artigo completo: As organizações do movimento alternativo, por Mauricio Serva

A Grande Transformação, de Karl Polanyi

O futuro de alguns países já pode ser o presente em outros, enquanto alguns ainda podem incorporar o passado dos demais. Mas o resultado é comum a todos eles: o sistema de mercado não será mais auto-regulável, mesmo em princípio, uma vez que ele não incluirá o trabalho, a terra e o dinheiro. Karl Paul Polanyi foi um um filósofo, economista e antropólogo húngaro, conhecido por sua oposição ao pensamento econômico tradicional. Leia o artigo completo: A Grande Transformação, de Karl Polanyi

Empowerment: uma abordagem crítica

Empowerment, em português, significa “dar poder a”. No entanto, no contexto da Teoria das Organizações, empowerment é mais uma “tecnologia”, “modelo”, “técnica” ou até mesmo “modismo” da prática administrativa, recentemente muito popular nos círculos gerenciais. Deve-se atentar para o fato de que empowerment, assim como outras “tecnologias revolucionárias” e “tendências” administrativas, podem ser (e geralmente são) instrumentos de controle, maneiras de legitimar o papel central das organizações econômicas na vida de seus funcionários. Leia o artigo completo: Empowerment: uma abordagem crítica

Apreciação Crítica do livro “Marketing de Guerra”, de Al Ries e Jack Trout

Marketing de Guerra: já não temos violência demais no mundo? É impossível, para mim, realizar um trabalho acadêmico a respeito do livro “Marketing de Guerra” (1986), de Al Ries e Jack Trout, sem explicitar uma crítica. Na minha opinião, a visão de mundo e paradigma das quais parte a premissa desta obra ajudam a corroborar o estado de depressão psicológica e falta de sentido da vida que assolam nossa sociedade centrada no mercado. Leia o artigo completo: Apreciação Crítica do livro “Marketing de Guerra”, de Al Ries e Jack Trout

A Nova Ciência das Organizações: uma reconceituação da riqueza das nações

Foi a última obra publicada por Alberto Guerreiro Ramos, em 1981. Este livro foi publicada originalmente em inglês pela Universidade de Toronto (University of Toronto) com o título “The new science of organizations: a reconceptualization of the wealth of the nations”. É o resultado de suas pesquisas sobre a redução sociológica como “superação da ciência social nos moldes institucionais e universitários em que se encontra”. Uma proposta revolucionária de ciência, embasada em uma racionalidade substantiva. Leia o artigo: A Nova Ciência das Organizações: uma reconceituação da riqueza das nações, de Alberto Guerreiro Ramos

Banca da Graça: uma experiência de economia da dádiva e amor incondicional

Imagine que você está andando no centro de sua cidade. De repente, você se depara com uma banca cheia de CDs, DVDs, livros, utensílios diversos, brinquedos de criança, aparelhos celulares e até um computador. Instigado pela curiosidade, você resolve se aproximar e descobre que tudo isso está de graça. É só chegar e pegar! Esta é a proposta da Banca de Graça, uma iniciativa subversiva e revolucionária que você vai conhecer agora. Leia o artigo completo: Banca da Graça: uma experiência de economia da dádiva e amor incondicional

2 respostas para “Alberto Guerreiro Ramos, vida e obra do maior sociólogo do Brasil”

  1. Estou orgulhosa por ser Santamanse,mulher negra nascida na terra desde homem negro fantastico. Excelente texto,como arte-educadora,bacharela em gênero e diversidade e pessoa que defende a equidade e jusitça, caminharei divulgando pela minha terra às novas pessoas o quanto de beleza e nobreza viveu Alberto Guerreiro Ramos.

    caminhos alafiados,

    Saudações quilombolas.

  2. LucianeDom disse:

    gostaria de saber sobre a bibliografia ..

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