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As empresas não são donas da nossa vida

“Eu não nasci pra trabalho. Eu não nasci pra sofrer. Eu percebi que a vida é muito mais que vencer”

Trabalhadores do meu Brasil: uni-vos! A Matrix esta à sua volta! Seu patrão é um agente! Você ainda não se desplugou! Wake up Neo!

A notícia do dia é que a Editora Abril demitiu o jornalista Felipe Milanez, editor da Revista National Geographic Brasil, por ter criticado a Revista Veja no twitter pessoal dele. Jornalista no Twitter é pessoa física ou representa a empresa para a qual trabalha? A discussão foi reaberta à força.

A demissão de qualquer um é direito da empresa que o contratou. Mas a Editora Abril tem um histórico de distorções da realidade e falta de ética, e isso se faz notar claramente pela linha ditatorial editorial da Revista Veja, que foi o pivô da demissão.

Dialogo interno faz a empresa crescer. Essa atitude do grupo Abril demonstra claramente que não há espaço para diálogo nem dentro nem fora da empresa. Não quer opiniões, pensamentos e posicionamentos? Contrate robôs para escrever reportagens então.

Aposto que boa parte dos colegas do cara na Abril concordam com a opinião dele. Mas não tiveram a coragem de apoiá-lo. Não acho que necessariamente alguém precisa chegar a esse ponto que ele chegou! Mas talvez dentro do grupo Abril seja este o caso mesmo.

Conversando com amigos, vi muita gente indignada com a atitude do funcionário. Acho estranho que poucos se indignam com a “puta falta de sacanagem” da empresa, ditatorial e sem dialogo! A editora Abril é uma empresa de comunicação que não sabe se comunicar com seus funcionários! Não sabe ouvir, não tem uma linha editorial aberta a colaboração.

A questão maior: nossas vidas
Ainda mais importante do que discutir quem tem razão nesta historia é trazer à tona a questão da falta de dialogo nas empresas. Os chefes sempre dizem que estão de portas abertas para ouvir sugestão e críticas dos empregados e querem funcionário criativo. Mas se o funcionário comete um erro, é punido e crucificado. Se o funcionário tenta dar uma sugestão, é recebido com um esporro.

A empresa não é sagrada, se ela desagrada, tem que ser criticada. Se não tem espaço interno para a crítica, tem que ser fora dela!

Você conhece alguém que esteja 100% satisfeito com seu emprego/empresa? E se cada um falasse só uma coisa com a qual não concorda? Sera que as empresas não teriam que mudar pelo menos um pouquinho?

Alguém acha que as empresas vão dar de presente autonomia pra gente? Temos que lutar sim! Conquistar nosso espaço.

As empresas estão tomando conta da sociedade que não é delas, é nossa! Esta na hora da gente colocar a empresa no lugar delas, não é? E eu não to falando da pqp não!

As empresas não se contentam em sugar a vida, a energia e todo o sol da vida de seus empregados. Elas querem vigiar e punir sua vida privada.

Você acha que a empresa é dona da sua vida? Dona do seu comportamento? Ela deve definir que roupa você deve usar, o que você deve consumir, quantas horas você vai dormir?

Você tem medo de perder seu emprego? E o que mais você tem a perder, se você já vendeu sua vida por salario? Você perdeu a sua vida, meu I-rmão.

“Trabalho não é uma prisão. É pior: na prisão, pelo menos, você sabe quando vai sair.” @bomdiaporque

Seja dono da sua vida!

Muitas pessoas acham que ‘a vida é assim mesmo’ e se conformam com vigilância, controle, punições e falta de confiança por parte da empresa. Estas pessoas acham que somos obrigados a trabalhar e a sentir prazer.

Nós não somos obrigados a nada! Nós nos obrigamos!

Liberte-se da escravidão mental! Quem esta se aprisionando é você! Diga NÃO a sua empresa! Diga NÃO ao seu chefe! É seu direito! Você não é um escravo!

Você tem medo de ser quem você é? Você acha bonito todo mundo vestido de preto como urubus? Onde esta a flexibilidade e a criatividade?

Existe um aparato burocrático para manter o status de uma liderança que não é legitima! Existe uma coisa nas empresas chamada Hierarquia. Mas qual o problema em questionar a autoridade se ela se baseia só no medo e na burocracia? Autoridade também pode se basear em respeito e admiração. Esta é a verdadeira autoridade.

Sugiro que a gente imponha nosso espaço nas organizações e na sociedade. Sem medo de ser feliz. A vida é das pessoas!  Ninguém é obrigado a se demitir por não concordar com algo. Mas se nada muda, a culpa é SUA por se omitir. Vamos criar espaços onde possamos nos expressar!

“Eu que já não quero mais ser um vencedor levo a vida devagar pra não faltar amor” (Loser Manos)

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Artigos sobre Ciência, Epistemologia e Sociologia da Administração

A ciência é neutra?

Muitos cientistas querem afirmar a neutralidade, mas a verdade é que somos naturalmente parciais. Toda e qualquer observação de fatos não é desprovida de valores, e a própria escolha do objeto de pesquisa depende de preferências pessoais do pesquisador. Pesquisas científicas são financiadas por pessoas ou instituições com interesses políticos. O mito da ciência pura e neutra é desconstruído por Marx, Weber e uma diversidade de autores. Leia o artigo completo: A ciência é neutra?

Alberto Guerreiro Ramos, vida e obra do maior sociólogo do Brasil

Alberto Guerreiro Ramos foi um dos maiores intelectuais brasileiros, e provavelmente o maior sociólogo do país. Sua obra acadêmica é reconhecida internacionalmente. Suas pesquisas ajudam até hoje o campo de administração a ser capaz de inovar e levar em consideração a dimensão da sustentabilidade ambiental. Guerreiro tem uma forma de fazer ciência e de produzir conhecimento que vai de encontro aos moldes hegemônicos, que se contrapõe à nossa propalada cordialidade. As críticas dirigidas por Guerreiro a nomes consagrados nas ciências sociais brasileiras como, Florestan Fernandes, não deixam dúvidas sobre o seu estilo. Leia sua biografia completa: Alberto Guerreiro Ramos, vida e obra do maior sociólogo do Brasil

A Nova Ciência das Organizações: uma reconceituação da riqueza das nações

Foi a última obra publicada por Alberto Guerreiro Ramos, em 1981. Este livro foi publicada originalmente em inglês pela Universidade de Toronto (University of Toronto) com o título “The new science of organizations: a reconceptualization of the wealth of the nations”. É o resultado de suas pesquisas sobre a redução sociológica como “superação da ciência social nos moldes institucionais e universitários em que se encontra”. Uma proposta revolucionária de ciência, embasada em uma racionalidade substantiva. Leia o artigo: A Nova Ciência das Organizações: uma reconceituação da riqueza das nações, de Alberto Guerreiro Ramos

Gestão de Ecovilas: Dissertação de Mestrado de Gabriel ‘Dread’ Siqueira

O que é uma ecovila? Como se administra uma ecovila? Qual a diferença entre uma ecovila e uma comunidade alternativa? Como acontece a gestão em uma comunidade intencional? Foram essas inquietações que me levaram a escolher a gestão de ecovilas como tema da minha dissertação de Mestrado em Administração pela UFSC, que concluí em julho de 2012. Para realizar minha pesquisa, fiz um mapeamento das ecovilas, comunidades intencionais sustentáveis e comunidades alternativas existentes no Brasil. Encontrei referência a pelo menos 99 comunidades ativas no país. Leia o artigo completo: Gestão de Ecovilas: Dissertação de Mestrado de Gabriel ‘Dread’ Siqueira – Como é a administração de uma ecovila?

Consenso e a racionalidade substantiva, TCC de Gabriel ‘Dread’ Siqueira

Vivemos em uma democracia participativa (ou não), onde a vontade da maioria é entendida como antagônica à da minoria. Esta minoria fica assim excluída do processo decisório político. O conflito é punido e reprimido na democracia. O consenso é a superação da democracia excludente. O objetivo do consenso é convergir alternativas e possibilidades de atender a necessidades de diferentes grupos e setores sociais em soluções conciliatórias. O conflito é uma etapa necessária do processo de consenso. É neste contexto que elaborei meu Trabalho de Conclusão do Curso de Administração. Leia o artigo completo: Consenso e a racionalidade substantiva, trabalho de conclusão do curso de Gabriel ‘Dread’ Siqueira

A Síndrome Comportamental, por Alberto Guerreiro Ramos

Onde quer que a articulação do pensamento não encontre critérios de exatidão, não existe sabedoria. A síndrome comportamentalista faz com que o indivíduo se comporte como uma engrenagem. Alberto Guerreiro Ramos analisa a base psicológica da teoria organizacional e da ciência social em voga. O autor considera que as organizações são sistemas cognitivos e que seus membros em geral assimilam, interiormente, tais sistemas e assim, sem saberem, tornam-se pensadores inconscientes. Leia o artigo completo: A Síndrome Comportamental, de acordo com Alberto Guerreiro Ramos

Empowerment: uma abordagem crítica

Empowerment, em português, significa “dar poder a”. No entanto, no contexto da Teoria das Organizações, empowerment é mais uma “tecnologia”, “modelo”, “técnica” ou até mesmo “modismo” da prática administrativa, recentemente muito popular nos círculos gerenciais. Deve-se atentar para o fato de que empowerment, assim como outras “tecnologias revolucionárias” e “tendências” administrativas, podem ser (e geralmente são) instrumentos de controle, maneiras de legitimar o papel central das organizações econômicas na vida de seus funcionários. Leia o artigo completo: Empowerment: uma abordagem crítica

Apreciação Crítica do livro “Marketing de Guerra”, de Al Ries e Jack Trout

Marketing de Guerra: já não temos violência demais no mundo? É impossível, para mim, realizar um trabalho acadêmico a respeito do livro “Marketing de Guerra” (1986), de Al Ries e Jack Trout, sem explicitar uma crítica. Na minha opinião, a visão de mundo e paradigma das quais parte a premissa desta obra ajudam a corroborar o estado de depressão psicológica e falta de sentido da vida que assolam nossa sociedade centrada no mercado. Leia o artigo completo: Apreciação Crítica do livro “Marketing de Guerra”, de Al Ries e Jack Trout

12 respostas para “As empresas não são donas da nossa vida”

  1. Compulsivo disse:

    "Loser Manos" #euri

    []'s
    @Compulsivo

  2. Daiane Santana disse:

    Tá…. entendi em partes, fiquei meio confusa. Tem hora que você fala que parece que é para eu sair dessa vida de "salário", mandar todo mundo tomar no cu e ficar em casa, comendo e dormindo.. (o que nem eu não conseguiria) … e além do mais, sem dinheiro, o que é impossível neste mundo, a não ser que eu abrisse minha empresa (Rá! rs)

    Em outros momentos vc se encolhe desta opinião e diz que devemos "dialogar" na empresa, dizer NÃO para o chefe, falar oque não se deve fazer oque é certo ou oque é errado (o que acho pertinenete), no qual, atitudes assim fariam com que até mesmo este rapaz não sofresse tal ação.

    Enfim, eu me equivoquei?

    Bom, este caso deste jornalista, fico meio receosa, penso as vezes que twitter (as redes sociais) não é bem o lugar de ficar falando tais coisas, Há… se eu pudesse falar tudo que quero, poder, até posso, mas prefiro ficar quieta no meu canto, e nem falo em relação a trabalho, outras coisas. Este jornalista foi infeliz em sua desição, tanto que em seu penultimo tweet mostra isto, arrependeu, no momento ficamos aqui, com certa pena dele, eu torço para que ele dê a volta por cima, no mais, agora ele é um desempregado, e agora josé?… O que eu posso fazer? Em que eu posso ajudar? O que ele deve fazer? Dar a volta por cima… claro!

    Penso também, na empresa, na burrada que a empresa deu, na hipocrisia que ela se afundou, na ideologia falha que ela mostrou…. é foda Veja (é.. eu posso falar isto, não trabalho lá… processo? tenho medo não…)

    Mas enfim, era isto que eu queria falar :*

    Beijos Dread =D

  3. Gabriel Dread disse:

    @Daiane: Não tenho respostas, tenho críticas. Dei algumas sugestões, apontei alguns caminhos, fiz algumas provocações. Cada um tem que encontrar o seu espaço.

    Como você, uma das maneiras que encontrei de viver em um ambiente mais saudável foi migrar temporariamente para o meio acadêmico e fazer o mestrado. Como bolsista e mestrando, tenho acesso às esferas decisórias do meu curso e do núcleo de pesquisas do qual faço parte. Não é a melhor situação, mas é a que consegui até agora.

    Sobre o jornalista, acho que agora o cv dele teve um ganho qualitativo imenso. Se deu bem pra caramba ao ser demitido de uma empresa das mais arcaicas do Brasil. Aposto que o passe dele ficou valorizado. Ou não…

    O importante é não abaixarmos a cabeça e achar que "as coisas são assim mesmo". Elas ESTÃO assim mesmo, e porque todos nós somos coniventes com isso. Cabe a nós mudar. Se tivermos que nos demitir, como eu mesmo já fiz, então que seja!

    Se tudo correr bem, profissionalmente estarei apoiando organizações a criarem espaços onde as pessoas possam se envolver em relações verdadeiramente gratificantes. Se Jah quiser!

  4. Anônimo disse:

    Eu trabalho na Editora Abril e por aqui quase 100% das pessoas concorda com a demissão..

  5. Luma Rosa disse:

    Gabriel, vou fazer uma analogia com outra situação que envolve pessoas e que demonstra a minha opinião sobre o ocorrido, independente do direito de 'liberdade de expressão', ok?

    Talvez seja cultural falar mal do chefe pelas costas e mesmo o chefe não sabendo quem fala, sabe que falam pelas suas costas.

    Se uma pessoa reclama do conjuge fora do seu alcance ocular e este fica sabendo, o que faz? Se o marido sabe que a mulher contou coisas da sua intimidade para meio mundo, como este se sente e deve agir? E se esta não lhe procurou primeiramente para fazer a reclamação e ele fica sabendo que não foi a primeira vez que ela falou mal dele pelas costas?

    Mas daí a mulher, adota como sua defesa a máxima "Todo mundo que casa, perde a liberdade" (Todo mundo que trabalha na editora Abril, perdeu liberdade?). "Os homens não dão chance para diálogo" (a empresa além de tudo quer qualidade de produção) – "Tenho o direito de pelo menos falar, é minha liberdade de expressão" (a empresa quer compromisso profissional, alguém que mesmo impetuoso e criativo, vista a sua camisa)

    Como empresária, acredito que dificilmente é mandado embora um funcionário quando este comete o primeiro erro (assim como em um casamento, se dão chances mútuas). Certamente este não foi o primeiro erro!

    Fiquei com dó do rapaz! Tinha sonhos! Mas foi imprudente ao construir sonhos em bancos de areias, não se preveniu, foi inconsequente e morreu na praia!

    Em primeira instância, faltou-lhe ética e respeito à pontos de vista diferentes dos seus.

  6. Gabriel Dread disse:

    @Anonimo: claro que todo mundo concordou! Senão ia pra rua junto né? Será que você escolheu o anonimato por medo de represália da sua empresa?

    @Luma: Comparar uma relação entre duas pessoas e uma relação entre pessoa e empresa faz parte de uma doença que a nossa sociedade sofre: a síndrome comportamentalista.

    Casamento é uma união sagrada entre duas pessoas que se amam. Emprego é uma relação comercial em que uma pessoa sem meios de produção aluga sua força de trabalho em troca de um salário.

    Comparar duas coisas tão diferentes não trará nenhuma luz à discussão, apenas confunde.

    Sim, a empresa quer produtividade. Então deveria ouvir seus funcionários, porque tenho certeza que eles serão bem mais produtivos se estiverem ouvindo.

    O que está em discussão aqui é basicamente o modelo arcaico e paternalista de empresa que ainda vigora no Brasil e na maior parte do mundo. Eu não gosto nem de ficar defendendo muito qualquer tipo de empresa, mas existe outro tipo muito mais dinâmico, arrojado e atual de organização atualmente.

    Tópicos como gestão participativa, co-gestão, flexibilização da jornada de trabalho e rotatividade nos cargos ainda passam longe da cabeça da maioria dos empresários. As empresas que não estão se dando conta disso vão falir, ou então terão de pedir favores ao governo para sair do buraco, como a Rede Globo fez com sua quase falência no início do primeiro mandato do Lula.

    O jornalista fez uma crítica no twitter pessoal dele. Ele tinha cerca de 60 seguidores, provavelmente amigos e outras pessoas que já conheciam a opinião dele.

    Com essa atitude ditatorial e retrograda, a empresa jogou lama na própria reputação e ainda trouxe evidência às críticas que teriam passado despercebidas.

    Aliás, eu li a reportagem que ele criticou e senti ânsia de vômito. Era sobre como os índios estão privando os "trabalhadores" de produzirem e fazer o Brasil crescer, graças a implementação de uma série de reservas indígenas. Artigo este que com certeza foi encomendado pela bancada ruralista no congresso.

    A revista em questão é um lixo e qualquer pessoa com mais de 3 neurônios e um mínimo de senso crítico percebe que não há informações ali, só opiniões mal disfarçadas.

    Mas isso quase ninguém está discutindo né? Estão falando da falta de ética de uma pessoa que na sua vida fora do trabalho discorda da postura de uma revista. Ponto.

    Se o mesmo tivesse ocorrido com um funcionário de uma indústria tabagista, aí eu queria ver quem ia defender a empresa.

    Desculpem a exaltação, mas fico impressionado em constatar como as empresas conseguiram impregnar na cabeça das pessoas que organizações são mais importantes do que gente.

    Quero terminar de uma forma positiva, mas devo confessar que escrevi o artigo acima e as respostas movido por uma indignação muito grande, que é difícil de conter.

    Não é nada pessoal contra ninguém, apenas contra a sociedade centrada no mercado, em que as empresas dominaram e deturparam o papel político e ético dos debates.

    Com amor, muito amor!
    Gabi Dread

  7. Luma Rosa disse:

    Ao exemplificar queria apenas focar a ética. Se não estou satisfeita com uma empresa tenho a escolha de sair dela e no campo das escolhas, se ele era tão pouco seguido no twitter, talvez esse fato o tenha ensejado que não seria lido. Daí se pressupõe que diante da sua insatisfação com a empresa, a sua demissão apenas propiciou que ele invista mais na sua realização profissional, exposição das suas opiniões e realização dos seus sonhos. Ele simplesmente se resignou no twitter, culpando-o ("por causa dessa infeliz conta de Twitter"), não sabe quem decidiu por sua demissão e demonstra extremo arrependimento, por isso, exemplifiquei com uma relação pessoal. Ele que se confundiu e esqueceu que estava falando com uma empresa – fez uma declaração pública, onde validou sua opinião e assinou a sua própria demissão.

    Era para ele saber das consequências do ato se a empresa é cerceadora e de todo o mal, pôde constatar, que mesmo a empresa sendo cerceadora de suas opiniões, era ela que dava a chance dos seus sonhos serem realizados, então a empresa não era de todo ruim.

    Reafirmo que a demissão do jornalista nada teve com o que escreveu no twitter e que apenas aproveitaram a sua deixa! Se ele fosse um bom editor, o teriam mantido, pois o que importa, não é a sua opinião no twitter e sim a venda das matérias editadas na revista.

    Off-topic: Você poderia conhecer meu amigo Edgar Borges. Acredito que ele tenha opiniões sobre a questão indígena, reservas e tals, pois vive no Norte do país e é índio – http://edgarb.blogspot.com/http://twitter.com/borgesedgar e poderia nos dar uma luz ou quem sabe fazer uma postagem onde nos mostrasse essa questão sob o seu olhar.

    Beijus,

  8. dezmilplatos disse:

    O tal jornalista chamou a Veja de "idiota". A ofensa acaba com o diálogo.

    Concordo com a Daiane: esse texto aponta para muitas direções e acaba não indo para nenhuma. Pode até ser utilizado pelo pessoal de RH [argh!]. Isso invalida ele como crítica, uma vez que pode ser facilmente incorporado ao sistema, na busca de um capitalismo humano [?].

    Sempre lembrando que o Brasil é PRODUTO do mercado. A nossa sociedade não é centrada nele, foi criada por ele.

  9. Alisson disse:

    Gabriel. Independente da demissão do editor gostaria de compartilhar minha opinião. Sou eng. agrônomo e lembro quando meu orientador de projeto de pesquisa dizia:"vocês devem fazer faculdade para serem autônomos e não empregados". Analisando essas palavras, depois de graduado, pessoalemte vejo que a saída é essa mesmo. Não é fácil trabalhar por conta própria, porém é o caminho que pretendo trilhar. Vejo que não sou obrigado a trabalhar em alguma empresa ou em algum ramo que não me satisfaz. Infelizmente, esta é uma questão histórica no Brasil, um país que teve sua história escrita à base de escravidão e exploração de classes inferiores pelas superiores, o que acontce até hoje, porém, digamos que disfarçadamente. A liberdade das pessoas parece que incomoda os detentores do poder. A situação do brasileiro não lhe dá opção, ou trabalha ou passa fome, e aí trabalha aonde consegue emprego, ficando como que alienado à determinada empresa, em detrimento de seu sustento. Penso que há empresas boas para se trabalhar, que valorizam o funcionário e que respeitem a opinião deles, porém acredito que são poucas. Acredito que esta situação mudará apenas quando os brasileiros tiverem acesso à educação de qualidade, quando um maior número de pessoas consigam ter acesso à universidade e à programas de pós-graduação. Pode parecer utopia, mas esta é a única receita para que a população de um país se desenvolva dignamente e não fique à mercê de empresas exploradoras.
    Um abraço.
    Alisson Frantz

  10. Alottoni disse:

    Recentemente acounteceu algo similar nos EUA, e vou repetir o que disse o Vlogueiro Phillip DeFranco.

    Todo mundo tem a liberdade de dizer ou fazer o que bem entender nesse mundo. Mas todos devem também estar prontos para as consequênciss de cada ato.

    Se o camarada trabalha no meu grupo de empresas, e decide falar mau dela publicsmente, eu, como dono, também tenho o direito de convidá-lo a procurar outro emprego. Funcionários podem discordar? Questionar! CLARO!

    Mas se estamos falando de instituições particulares, o primeiro âmbito em que se deve procurar melhorias com críticas construtivas é o PARTICULAR.

    Não é difícil traçar um paralelo. Se alguém em nossa família tem um problema, o quebfazemos? Tentamos resolvê-lo no ambiente familiar ou saímos twittando por aí?

    A questão não é tão preto e branco assim quanto parece.

    Abs!

  11. Gabriel Dread disse:

    Agradeço a todos que comentaram e engrandeceram o artigo.

    Concordo com muito do que vocês colocaram. Discordo de outro tanto. O debate é saudável.

    Minha cabeça explodiu por receber aqui no meu cantinho a ilustre visita do querido amigo Jovem Nerd Alottoni!

    Abração
    Gabriel Dread

  12. Wagner disse:

    Vivemos numa prisão corporativa e mais que isso. Temos que sonhar o sonho dos outros para sermos “bem vistos”. Temos que ser soldados de guerras que não são nossas, para ter um “futuro” que muitas vezes não nos interessa. Quem não aceita isso é visto como rebelde e imaturo, pois para o sistema a maturidade é aceitar numa boa os padrões da sociedade, ser infeliz para fazer a felicidade alheia. Não tenham pudor em sair de uma empresa, largar uma faculdade que você não tem paixão. Somos ensinados a viver como se esse jogo, esse circo fosse tudo no universo. Sim, existem contas a serem pagas, dinheiro é um mau necessário, mas uma coisa é viver para trabalhar outra é trabalhar pra viver. Esse modelo estressante, materialista e workaholic só fabrica infelicidade e traz doenças pra nós.

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